Vinhas de altitude de SC fazem 17 anos

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Quem observa os números do polo da vitivinicultura de altitude de Santa Catarina nem imagina que os já famosos vinhos da Serra catarinense resultam de vinhedos que começaram a ser plantados há apenas 17 anos, completados ontem. Foi em 21 de dezembro de 2000 que os empresários Acari Amorim, Nelson Essenburg, Robson Abdala e o economista Francisco de Assis Brito começaram a plantar as primeiras mudas de videiras europeias em São Joaquim. Eles se uniram no sonho de fazer bons vinhos na região e fundaram a vinícola Quinta da Neve, uma das mais premiadas do Estado. Na foto, a primeira colheita da empresa, quatro anos depois. 

Avanço surpreende
A Quinta da Neve se tornou referência na história dos vinhos catarinenses. Acari Amorim diz que não imaginava o rápido desenvolvimento do setor em vários municípios da Serra. Das 27 vinícolas hoje, no Estado, 22 são de altitude e, dessas, 14 estão em São Joaquim. Ele atribui esse desenvolvimento acelerado ao solo, clima, tecnologia e empreendedorismo de empresários do Estado, muitos de outros setores da economia.  

Sem amianto
A decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) de proibir a fabricação de telhas de fibrocimento com amianto no Brasil por ser considerado um produto cancerígeno vai mudar o mercado de telhas no país. A catarinense Imbralit, de Criciúma, uma das primeiras a fabricar telhas sem amianto, estima que de 25% a 30% dos produtos ainda eram feitos com amianto no país. Com essa mudança, ela acredita que poderá crescer porque tem como ampliar a produção em até 40%.  Para Giuliano Moro, gerente de vendas da Imbralit, as empresas que ainda usam o produto levarão de quatro a seis meses para fazer as mudanças.  

Descarte correto
Quem pode trocar telhas com amianto para outras sem, podem fazê-lo dando um destino correto ao produto antigo. Há uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente segundo a qual quaisquer resíduos de construção civil de classe D (amianto e outros) devem ser armazenados, transportados e destinados em conformidade com as normas técnicas específicas, que determinam descarte em aterros sanitários preparados. Em SC, as maiores cidades têm aterros sanitários para isso.

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