EDP compra parte da Previ na Celesc e investe R$ 429 milhões

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A EDP Energias do Brasil, multinacional de Portugal que atua no país nas áreas de distribuição, comercialização, geração e transmissão, anunciou a aquisição da participação de 14,5% da Previ na Celesc pelo valor de R$ 230 milhões. Também informou que fará uma OPA (Oferta Pública de Ações) voluntária para comprar ações de outros sócios da companhia catarinense e, assim, chegar a uma participação de 33% do capital da empresa. Somando a participação do fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil e as demais ações, o plano da EDP é investir R$ 429 milhões na estatal catarinense de energia.

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A informação foi divulgada em fato relevante pelo presidente da EDP, Miguel Setas, e a companhia também explicou a decisão em teleconferência. A empresa informou que está investindo na Celesc em função do seu desempenho e expectativas de crescimento.

Segundo o presidente da Celesc, Cleverson Siewert, essa negociação da EDP para a compra da participação da Previ vem acontecendo há cerca de dois anos. Isso aproximou as duas empresas e levou a EDP a se tornar sócia da Celesc na construção de linha de transmissão de R$ 1,2 bilhão em SC.

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É claro que a multinacional portuguesa, que tem também acionistas chineses, está interessada também na compra da Celesc numa eventual privatização. Apesar dessa movimentação da EDP para ter 33% do capital da Celesc, o governo catarinense segue com o controle acionário da companhia, com 50,2% das ações ordinárias (com direito a voto) e 20% do capital total. Conforme Siewert, tanto o governador Raimundo Colombo, quanto o vice-governador Eduardo Pinho Moreira são contrários à privatização da companhia enquanto ela gerar resultados positivos para os acionistas e a comunidade e isso vem ocorrendo. A Previ era a acionista mais crítica da gestão da Celesc, o que motivou a empresa a melhorar a governança a partir de 2011. Desde 2015, a participação do fundo de pensão era gerida na Celesc pelo fundo Angra Partners.

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