Chapecoense, a força da recuperação

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Uma campeã com muitos méritos (Foto: Eduardo Valente/iShoot/Folhapress)

Depois de estar quase disputando o rebaixamento com uma campanha péssima, a Chapecoense deu a volta por cima e se classificou-se em oitavo lugar para a fase eliminatória do Estadual. No cruzamento, reencontrou o velho rival Avaí e começou aí um processo de recuperação do seu futebol. Chegou à final do campeonato contra o então melhor time do ano, o Brusque.

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Este, por sua vez ganhou, todas as competições recentes de que participou: Copa SC, Recopa, Serie D do Brasileiro, enfim, faltava o estadual que ele liderou grande parte.

Não deu. A Chape foi mais competente. Três títulos em cinco anos, participação em todas as finais dos últimos cinco anos, e o titulo de 2020, merecidamente.

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> Chapecoense coroa campanha de recuperação e levanta a taça

Destaques

Luiz Otávio, bem secundado pelo companheiro de zaga Joilson, foi o destaque das finais. Outros jogadores fizeram a diferença a partir da vinda do técnico Umberto Louzer, que arrumou o time.

Jogadores como Alan Ruschel, William Oliveira, Anderson Leite, Anselmo Ramon, Mocelin, entre outros, também foram decisivos.

O Brusque valeu-se do futebol de Thiago Alagoano e sentiu muito a ausência do artilheiro Edu.

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Vice com v maiúsculo

A perda do titulo pelas duas derrotas não tira os méritos do Brusque. Mesmo que o vice-campeonato tenha pouca validade, mas vai para o currículo do clube.

Mesmo sem ser o objetivo do Busque o titulo estadual, é preciso dar mérito ao quadricolor, que briga muito pelo acesso à Série B do Brasileiro em 2021. Um time que faz a campanha que faz este ano com uma folha mensal de R$ 280 mil precisa ser enaltecido.

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O que foi mais importante nestes dois jogos finais do Estadual? O respeito, as boas arbitragens, sem brigas, nada, e a decisão em campo. Isso foi fundamental para o futebol catarinense.

Eu, pessoalmente, cheguei a pensar que em 2020 não teríamos mais futebol em Santa Catarina. Felizmente, não chegamos ao canetaço, ao titulo por decreto.

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Ninguém queria isso. FCF, jogadores, Associação de clubes, dirigentes, ninguém. Ganhou o futebol.

Parabéns aos finalistas.

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O jogo final

A Chape foi mais competente. Armou um belo esquema defensivo e foi para o contra-ataque. Aproveitou os espaços que o Brusque deu em função de ter a obrigação de buscar o gol.

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O Busque cruzou muita bola alta na área sem sucesso.  A falta do seu artilheiro Edu foi decisiva.

A Chape tinha várias jogadores para decidir. E decidiu.