Novo diretor industrial da Busscar: “Pretendemos entregar os primeiros ônibus em abril”

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* Diferentemente do que foi publicado anteriormente nesta publicação, Maurício Lourenço da Cunha não é o presidente da Busscar. Ele é o diretor industrial do Grupo CAIO Induscar e Busccar – Carbuss. A coluna foi atualizada na segunda-feira (29) às 13h43min. “Em nosso organograma não existe o cargo de Presidente”, divulgou a empresa. A diretoria financeira é ocupada por Ana Ruas. Paulo Ruas é diretor comercial. A diretoria de Novos Negócios e Suprimentos está a cargo de Marcelo Ruas. Pela diretoria industrial responde Mauricio Cunha e diretoria de Marketing e Recursos Humanos é o cargo de Simonetta Cunha.

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O primeiro ônibus a sair da linha de produção da fábrica da Carbuss Indústria de Catarinense de Carrocerias (marca Busscar), em Joinville, nesta nova etapa da empresa, já tem destinatário: é a Viação Paraty, de Araraquara (SP), cliente que faz questão de receber o carro número 001. As primeiras unidades chegarão ao mercado em abril. Hoje, sete meses depois da aquisição, os novos donos já contrataram 158 funcionários e a meta é ter mil empregados até o final deste ano, conta o Diretor Industrial da Caio/Induscar, Maurício Lourenço da Cunha, um dos sócios do negócio.

Os modelos e os estilos dos ônibus estão guardados sob absoluto sigilo industrial. Mas, com a concordância da direção da empresa, o fotógrafo Cleber Gomes fez o registro histórico no dia 25 de janeiro do início da montagem do primeiro ônibus.

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A seguir, os principais trechos da entrevista exclusiva feita com Maurício Lourenço da Cunha.

A Busscar faliu pelas mãos dos ex-donos e renasce com os novos controladores. O que já foi feito ao longo destes sete meses, desde a formalização da compra, por investidores da Caio/Induscar?

Os sócios que adquiriram a Busscar constituíram a Carbuss Indústria Catarinense de Carrocerias (razão social), mas a marca permanece sendo Busscar. Durante estes meses promovemos a recuperação das instalações físicas, do maquinário, a recomposição do fornecimento de energia elétrica e fizemos a manutenção geral do espaço.

Já está tudo pronto para o início da produção?

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A etapa, agora, é adaptar a área física para a produção dos ônibus convencionais e double deck. No geral, os espaços já estão funcionais e começou a montagem. Vamos fabricar quatro modelos convencionais de ônibus e o double deck, todos rodoviários.

Para dar início ao processo de conceber os modelos e estilos dos novos ônibus, em Joinville, há um grupo de profissionais desenvolvendo os projetos já faz oito meses. Quantos funcionários já tem a Carbuss?

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Sem dúvida. Acreditávamos tanto no sucesso da compra da Busscar que antes de assinar o contrato tínhamos alguns profissionais fazendo os projetos iniciais na condição de freelancers. Especialmente designeres e engenheiros. Atualmente já são 158 funcionários contratados para diferentes funções.

Quem vai gerir a unidade?

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Será o engenheiro Sérgio Souza, com o cargo de gerente industrial. Ele tem mais de 30 anos de atuação no ramo, 24 deles unicamente na Busscar. É um apaixonado pela empresa. O gerente administrativo e controller é Sócrates Dell Omo, que veio de Botucatu (SP), sede da Caio/Induscar. E, lógico, ainda virão os coordenadores de áreas específicas.

A produção já começou?

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Pretendemos entregar os primeiros ônibus em abril. O ônibus número 001 da nova Busscar será entregue à Viação Paraty, de Araraquara, interior paulista. É um tradicional cliente da antiga Busscar e da Caio, também. Eles queriam muito ter o ônibus 001.

O novo produto terá quais diferenciais?

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Estamos trabalhando para manter o DNA da antiga Busscar. Tanto é que 95% das pessoas são ex-Busscar. Fazemos produtos atualizados com o que o mercado está precisando. O maior diferencial será o estilo, mas quem é conhecedor de ônibus – os busólogos – vão perceber que é Busscar.

Quantos ônibus vão produzir por dia, neste recomeço?

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Não vamos iniciar com seis, oito por dia. Isso não será possível de imediato. O volume vai aumentar gradativamente. Em breve teremos a equipe comercial. O objetivo é produzir tanto para o mercado nacional como para exportação. Neste caso, para clientes da América do Sul: Argentina, Paraguai, Chile, Uruguai.

A progressão da produção será acompanhada por mais empregados. Qual é a previsão?

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Estimamos que se chegue a mil, 1,1 mil trabalhadores até o final deste ano. As vagas serão abertas de acordo com as nossas necessidades. Já temos 11 mil currículos cadastrados. Os interessados podem enviar currículo para o endereço www.busscar.com.br e clicar no link “Trabalhe conosco”. Em fevereiro vamos fazer avaliação mais aprofundada do universo de currículos recebidos para selecionar o pessoal por áreas de atuação.

Quanto já foi investido nesta fase pré-operacional?

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Até o momento, investimos R$ 30 milhões. O valor total a ser aplicado não sabemos por enquanto. Mas serão pelo menos R$ 100 milhões.

A unidade de fibra de vidro, que havia em Rio Negrinho, continuará lá?

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Não. Trouxemos essa unidade também para Joinville. Vai operar no local que servia, anteriormente, de centro logístico de materiais necessários à produção das carrocerias, aqui mesmo, neste terreno, na zona industrial do município. A área de logística vai ficar junto com a da fabricação dos ônibus. Assim, otimizamos todos os ambientes. Em Rio Negrinho o prédio ameaçava cair. Não havia mais condições de mantê-lo.

A empresa vai se enquadrar nos programas de vantagens fiscais…

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Sim. Tivemos boas conversas com o governo do Estado, com a Fatma, com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável e com a Fazenda. Em questão, os benefícios do Prodec, do Proemprego e também o governo se comprometeu a equalizar benefícios fiscais concedidos por outros Estados. Tivemos boa conversa com a Secretaria de Planejamento Urbano e Desenvolvimento Sustentável da prefeitura de Joinville.

A burocracia do setor público atrapalhou em algum momento?

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Houve uma demora para o registro da empresa em Santa Catarina, mas isso está superado. Não há indicativo de que haverá dificuldades para o início da operação.

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