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Claudio Loetz é um dos mais renomados colunistas de economia do Sul do Brasil. Com textos analíticos e informativos, é a principal fonte de informação para os interessados em negócios em Joinville e região.

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Setor de TI abre mais de 150 vagas de trabalho em Joinville

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22/01/2018 - 18h13

O ano começou com forte reação do setor de tecnologia de informação (TI). Em Joinville, há mais de 160 postos de trabalho a serem preenchidos. Só a Conta Azul oferece cem oportunidades de trabalho: 52 delas para engenharia de produto; 32 para engenharia de software, quatro para liderança e gestão de engenharia de software; quatro para gerente de produto, entre outras.

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Crédito: Cleber Gomes

"Inovação em Joinville tem de passar pelas universidades"

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22/01/2018 - 13h15

O consultor e investidor Pompeo Scola é uma das mais relevantes referências do mundo corporativo digital. Ainda com escritório em Joinville, atua em diferentes frentes junto a fundos de investimentos, aceleradoras, startups e empresas em geral nos Estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo. É membro do conselho consultivo do VET Group, de São Paulo; e dos conselhos da aceleradora Darwin (Florianópolis) e do Inovapark (Joinville). Nesta entrevista, fala da realidade nacional, das possibilidades do mercado catarinense e também avalia como a área de tecnologia da informação pode evoluir em Joinville.

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Governo de SC analisa isenção de ICMS para a energia solar

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20/01/2018 - 13h29

O governador Raimundo Colombo e o secretário da Fazenda, Renato Lacerda, receberam nesta semana representantes da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) para tratar de uma reivindicação antiga: a adesão de Santa Catarina ao convênio de isenção do ICMS sobre a geração de energia solar. A adesão do Estado poderá alavancar investimentos no setor e a geração de empregos. – A Fazenda seguirá acompanhando de perto o segmento, já que evolução tecnológica é muito rápida. É uma área de negócios estratégica para o Estado, para a indústria catarinense e para a arrecadação – avalia Lacerda. O secretário sinaliza que SC poderá aderir ao convênio na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), em fevereiro. Segundo dados da Absolar, para cada megawatt (MW) instalado, há geração de cerca de 25 empregos diretos em toda a cadeia produtiva. Isso envolve desenvolvimento de projetos, instalação, fabricação, vendas e distribuição. Além da Absolar, a Fiesc, a Facisc e a Assembleia Legislativa fizeram o pedido para tratar do tema. Hoje, micro e minigeradores de energia são tributados quando consomem a carga excedente de sua produção que foi injetada na rede de distribuição. A desoneração do setor pode ter impacto na arrecadação estadual, uma vez que o setor de energia é um grande gerador de tributos. Por isso, o governo ainda não aderiu. Leia todas as publicações de Loetz

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Ferramentarias se reúnem com ministro da Casa Civil por renúncias fiscais

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20/01/2018 - 00h35

A Associação Brasileira da Indústria de Ferramentarias (Abinfer) vai se reunir com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, na próxima terça-feira em Brasília. O setor está preocupado com a recusa do Ministério da Fazenda em conceder vantagens fiscais no contexto do programa Rota 2030, que ainda tem de ser regulamentado antes de entrar em vigor. Este novo modelo deverá substitui o Inovar Auto, extinto em dezembro passado e que deixou órfãs centenas de empresas da cadeia produtiva do segmento automotivo brasileiro. O vácuo legal – se durar muito tempo – poderá prejudicar as atividades de dezenas de ferramentarias nacionais, alerta o presidente da Abinfer, o empresário joinvilense Christian Dihlmann. Joinville e Caxias do Sul (RS) são os mais importantes polos econômicos da indústria de ferramentaria do país. Neste contexto, toda a cadeia produtiva (autopeças, ferramentarias, entre outras) está empenhada e ansiosa para poder atender à demanda das montadoras. Depois de forte retração dos negócios no triênio 2014-2016  e recuperação iniciada no ano passado, os fabricantes de veículos e caminhões vão apresentar muitos novos projetos neste 2018 – ano de esperada melhora de vendas. Em Santa Catarina, há 380 ferramentarias. O número já chegou a 450. Lenta e progressivamente, dezenas delas encerraram suas atividades. Ou por inviabilidade de se manter no mercado ou porque a longa crise de três anos no setor automotivo derrubou as vendas drasticamente. Dihlmann explica as razões para justificar a apreensão: – No Inovar Auto, os ferramentais importados pagavam um pedágio: o governo cobrava delas adicional de 30 pontos percentuais no IPI. Agora, no Rota 2030, pedimos que os importados sejam onerados em 15% em projetos que envolvem pesquisa e desenvolvimento e engenharia. O Ministério do Planejamento concorda. Até mesmo o ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em sua carta de renúncia ao cargo, mostrou a necessidade do Rota 2030 ficar de pé. Escreveu no parágrafo quarto: “Não conseguimos entregar ao país, por fatores alheios à nossa vontade, uma política automotiva compatível com a grandeza e a importância dessa cadeia produtiva, que emprega 1,6 milhão de pessoas”. A costura técnica estava sendo preparada, mas Henrique Meirelles, o homem do caixa, interessado em ser candidato a presidente da República, é opositor ferrenho e rejeita novas concessões e renúncia fiscal. Para 2018, há expectativa bem positiva para a indústria automobilística brasileira. Se 2017 foi um ano de pouco crescimento, a projeção agora é de expansão de 20% a 30% na fabricação de carros. Em dinheiro, isso significa que o setor deve obter receita adicional estimada em R$ 20 bilhões. Lógico: as empresas brasileiras querem fatia expressiva desse bolo, afirma Dihlmann. Nos bastidores, o raciocínio é simples: um governo fraco, impopular e em ano eleitoral não quer dar apoios a setores específicos porque isso só aumentaria a impopularidade, além de elevar o déficit fiscal bilionário já conhecido. Abinfer, Sindipeças e Anfavea estão juntos na causa. Exercem, historicamente, forte lobby junto aos governos na defesa  de seus interesses. – Estamos pisando em ovos. Queremos construir um modelo, uma política nacional para a indústria automotiva – diz Dihlmann. O Rota 2030 prevê aumento de eficiência energética dos veículos, incentivo à produção de carros elétricos e aumento de segurança veicular, entre outros pontos. Tudo isso é essencial. – De nossa parte, necessitamos de vantagem fiscal. Sem ela, não há como concorrer com os chineses – alerta o presidente da Abinfer. Leia todas as publicações de Claudio Loetz

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Micro e pequenas empresas querem votação do Refis depois da Previdência

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19/01/2018 - 13h34

O Movimento Nacional das Micro e Pequenas Empresas pedirá ao presidente da Câmara de Deputados, Rodrigo Maia, para colocar em votação o projeto de lei 164/17, que concede o Refis às empresas enquadradas no Simples Nacional, só depois dos parlamentares votarem (se votarem) o projeto da reforma da Previdência. A lógica é oposta aos interesses do governo. Contrário à concessão de mais este benefício à iniciativa privada, Brasília deseja atrelar essa questão à da votação da Previdência, de modo a comprometer os deputados favoráveis ao segmento, com a aprovação da reforma previdenciária. O tal do toma lá dá cá. O presidente licenciado e a presidente em exercício da Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas (Fampesc), Alcides Andrade e Rosi Dedekind, respectivamente, foram a Brasília para conversas com lideranças políticas pela derrubada do veto presidencial ao projeto de lei que permitirá o parcelamento com desconto de dívidas (Refis) para as micro e pequenas empresas do Simples. Ontem estiveram com o presidente do Sebrae, Afif Domingos, e com o deputado federal Jorginho Mello, que é o presidente da Frente Paramentar Mista da Micro e Pequena Empresa. O encontro reuniu dezenas de lideranças nacionais representativas das micro e pequenas. A campanha conta, até, com um site: Refis para os pequenos.   Na pressão — Saímos otimistas das conversas.O governo já concedeu vantagens fiscais às grandes e médias empresa e também aprovou Refis para os municípios. Por que não temos o mesmo direito? questiona Andrade.  Ele mesmo responde: essas são decisões políticas, e não técnicas. Nos disseram que o orçamento da União para 2018 não prevê essa renúncia fiscal. Sabemos que na política as coisas funcionam pela pressão.  Liderança joinvilense do segmento, Rosi argumenta:  — Estamos lutando pelo Refis porque precisamos de condições favoráveis para negociar dívidas tributárias e continuar ajudando o país a retomar o crescimento econômico.  Até dia 31 de janeiro A Fampesc faz um alerta: para não serem desenquadradas do Simples, as empresas que estão em débito com o Fisco devem aderir ao Refis atual, mesmo com condições menos favoráveis, até o dia 31 de janeiro. A razão é simples: a derrubada do veto, caso ocorra, será apenas em fevereiro. Confira todas as publicações de Loetz Leia também: Petrobras reduz preço do gás de cozinha

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Uber faz testes para cobrar taxa se motorista tiver que esperar passageiro

Por Loetz

19/01/2018 - 00h18

A Uber já está fazendo testes nas cidades de Goiânia e de Ribeirão Preto (SP) para decidir se cobra taxa de espera dos usuários no local de embarque indicado pelo cliente. O gatilho para iniciar a cobrança deverá ser acionado a partir do quinto minuto de espera do motorista. Por ora, os testes estão sendo feitos apenas nestas duas cidades e não há informação se eles serão estendidos a outros lugares. Se for oficializada a cobrança, o valor a ser cobrado ainda deverá ser definido. E vai variar de acordo com as características de cada cidade para o negócio.  As duas cidades escolhidas para serem "cobaias" são, historicamente, junto com Curitiba, os ambientes preferidos de empresas para avaliarem o comportamento dos consumidores e da sociedade em relação a lançamentos de produtos e serviços. Também são usados como parâmetro de expectativas sociais.  Preços variam 3 mil por cento  É hora dos pais comprar material escolar para os filhos que vão retornar às aulas em fevereiro. A ordem é pesquisar muito. Levantamento do Procon de Joinville identifica variação de preços superior a 400% em cinco produtos pesquisados. A maior variação ocorre no preço do apontador: do menor ao maior preço, a variação é de 3100%.  No caso do transferidor plástico 180 graus, a variação chega a 2073%. A borracha branca, a cartolina e o caderno universitário espiral com 96 páginas podem custar cinco vezes mais entre uma loja e outra. O Procon fez pesquisa de 23 itens em cinco estabelecimentos. No ano passado, o apontador e o transferidor também lideraram as variações.  Como o bimestre janeiro-fevereiro concentra muitas despesas extras para as famílias (IPTU, IPVA, contas feitas nas férias, entre outras), todo cuidado com as compras é importante para se evitar gastos desnecessários. Por menores que pareçam.  Ano aquecido 2018 começou com mercado de recrutamento e seleção de executivos bem aquecido, prenunciando um ano de intensas movimentações de cargos, numa clara sinalização de que as companhias estão se preparando para um novo momento de retomada dos negócios. Essa é a percepção de variados consultores de RH e headhunters ouvidos pela coluna. Assim, por exemplo, Eliane Espinha, responsável pelo escritório da De Bernt Entschev, em Joinville, resume a situação: — As demissões pararam e, agora, o foco está nas contratações. Nossos executivos em outplacement (busca por recolocação profissional) têm se recolocado muito mais rápido e em oportunidades melhores. Nossos clientes nacionais e multinacionais estão contratando mais gestores, e desengavetando projetos.  Essa situação se aplica tanto para Joinville e região, como para a região Sul de modo geral. A maior demanda está nas áreas de tecnologia da informação, controladoria e comercial. Significa dizer que as empresas estão atentas à modernização e a processos; ao estrito controle das finanças e às vendas. Falta pouco As obras dos novos acessos aquaviários do complexo portuário de Itajaí se iniciaram há 21 meses e, agora, 83% dos serviços estão feitos, com previsão de finalizar até maio. Nesta primeira etapa das obras, 100 trabalhadores das empresas contratadas pela execução (Triunfo Engenharia) e fiscalização (Prosul) se revezam no canteiro de obras. Audiência em Brasília Lideranças da indústria pesqueira de Santa Catarina se reuniram com o ministro interino da Agricultura, Eumar Novacki, em Brasília. A audiência foi motivada pela decisão do governo federal de suspender as exportações de pescados para a União Europeia. Há 400 empresas do segmento no Estado, que empregam 3 mil trabalhadores. Confira todas as publicações de Loetz Leia também: Petrobras reduz preço do gás de cozinha

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Gás

Petrobras reduz preço do gás de cozinha

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18/01/2018 - 17h19

A Petrobras revisou sua política de preços do gás de cozinha (GLP de uso residencial, comercializado em botijões de até 13 quilos) e definiu novos critérios para aplicação dos reajustes, além de uma regra de transição para 2018. Na prática, o preço do GLP vendido nas refinarias vai cair 5% a partir de amanhã, dia 19 de janeiro. Assim, o preço médio de GLP residencial, sem tributos, comercializado nas refinarias da Petrobras será equivalente a R$ 23,16 por botijão. Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas pela Petrobras podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Isso dependerá de repasses feitos especialmente por distribuidoras e revendedores. As principais mudanças na política de preços: 1 - os  ajustes de preços passam a ser trimestrais em vez de mensais, com vigência no dia 5 do início de cada trimestre; 2 -  o período de apuração das cotações internacionais e do câmbio, que definirão os percentuais de ajuste será a média dos doze meses anteriores ao período de vigência, e não mais a variação mensal. Leia todas as publicações de Loetz

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Empresa de Joinville busca clientes na Europa

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18/01/2018 - 13h25

A Termotécnica vai participar da maior feira de produção e tecnologias de frutas do mundo, a Fruit Logistica, em Berlim, na Alemanha, de 7 a 9 de fevereiro. A empresa joinvilense apresentará soluções inovadoras a centenas dos principais compradores e distribuidores de frutas do mundo. A busca por novos clientes no exterior ocorre em razão de parceria com a empresa brasileira detentora de tecnologia voltada à conservação de frutas. O presidente Albano Schmidt explica: — Vamos mostrar solução que garante redução de fretes com significativa diminuição de custos ao exportador e consequente entrega das mercadorias em excelente estado de qualidade. Produzimos caixas e embalagens inovadoras, com tecnologia que permite economia e também completa possibilidade de descarte e reciclagem de 100%. Os compradores da tecnologia da fabricante de produtos em EPS também terão pontos de apoio em diferentes regiões da Europa para fazerem os procedimentos necessários à completa reciclagem. A ida da Termotécnica à feira tem o apoio da Apex Brasil e da Associação Brasileira de Frutas. Hora de sacar PIS Trabalhadores nascidos em janeiro e fevereiro podem, a partir de hoje sacar o dinheiro do Programa de Integração Social (PIS) referente ao calendário 2017-2018 ano-base 2016. Os valores variam de R$ 80 a R$ 954, de acordo com o tempo de trabalho formal realizado em 2016. No país há aproximadamente 3,5 milhões de pessoas aptas a solicitar a retirada do dinheiro. A consulta para saber se a pessoa tem direito a receber pode ser feita no site da Caixa Econômica Federal ou pelo telefone 08007260207. Investimentos O governo do Estado está negociando com cinco grupos empresariais interessados em fazer pesados investimentos em Santa Catarina. A intenção é anunciá-los até maio. A estimativa é de que, juntos, eles criem 3 mil empregos. Os novos empreendimentos somam aproximadamente R$ 5 bilhões em investimentos. O secretário da Fazenda, Renato Lacerda, adianta que os empreendimentos serão distribuídos em diferentes regiões do Estado: Norte, Planalto Norte, Oeste e Planalto Serrano. Ainda segundo Lacerda, pelo menos 30 projetos continuam sendo monitorados pela equipe da Investe SC. A agência de atração de investimentos é uma parceria do Estado com a Federação da Indústria de Santa Catarina (Fiesc).  Plano diretor A Prefeitura de Joinville fará revisão parcial do plano diretor do município. Para isso, foi criada uma comissão interna, com representantes da Secretaria de Planejamento Urbano e de Desenvolvimento Sustentável; da Secretaria da Habitação, e da Secretaria de Comunicação. O trabalho de ajustes será feito ao longo do segundo semestre deste ano, podendo avançar para 2019. Os aspectos pontuais a merecer alterações serão debatidas com representantes da sociedade, como exige a legislação. O Estatuto das Cidades obriga se fazer a revisão do plano diretor a cada dez anos. A plano diretor de Joinville é de 2008. A revisão não abordará a Lei de Ordenamento Territorial, recém sancionada.  Auditoria prévia A Secretaria da Fazenda do Estado de Santa Catarina e a Junta Comercial assinaram portaria conjunta para iniciar o gerenciamento de riscos na organização. O trabalho de auditoria preventiva deverá estar concluído até março. Neste prazo, a Jucesc passará por etapas de avaliação do ambiente de controle, processo para avaliação de risco, e definição de procedimentos de controle gerencial. O trabalho na Junta é um piloto que se estenderá a outros órgãos do Executivo estadual. Leia todas as publicações de Claudio Loetz

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SCGás: recorde de consumo e prejuízo

Por Loetz

18/01/2018 - 08h53

Em dezembro, a Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGás) distribuiu média diária de 1,75 milhão de m³ de gás natural. Esse volume é o maior registrado para o mês, desde o início das atividades da companhia, em 2000. Também foram confirmadas as expectativas de aumento no consumo do gás natural veicular no Estado. É a primeira vez, desde 2013, que esse mercado encerra o ano com uma média mensal acima dos 300 mil m³/dia: o melhor resultado dos últimos quatro anos. E recorde de prejuízo  Em 2017, a distribuidora catarinense teve prejuízo de R$ 46 milhões, um pouco abaixo dos R$ 50 milhões previstos no orçamento do início do ano. O número chama a atenção pelo fato de que, apesar de ter distribuído mais gás natural do que nos anos anteriores, a concessionária encerrou o ano passado com o maior prejuízo da história. Esse desempenho financeiro ruim está ligado aos valores negativos de índice de reajuste do preço do gás e do transporte, aplicado ao cálculo da conta gráfica. Pente fino O Fisco estadual está fazendo pente fino nas lojas do Porto Belo Outlet Premium, em Porto Belo, para verificar regularidade fiscal dos negócios. Mais de um terço (36% dos estabelecimentos apresentaram irregularidades. Resultado A Standard Life Aberdeen passa a ter 5,02% do capital social da Totvs. A Totvs divulga o balanço e resultados de 2017 no dia 7 de fevereiro. Recusa O Conselho de Administração de Defesa Econômica (Cade) recusou os termos propostos da Arcelor e da Votorantim para a união das empresas. E exige alterações em razão de fatores concorrenciais. A Arcelor tem unidade em São Francisco do Sul. Leia todas as publicações de Claudio Loetz

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Evangelista

"É vender ou entregar para a federação": confira entrevista com presidente do Sindicato dos Mecânicos

Por Loetz

17/01/2018 - 16h04

Primeiro foi o Sindicato dos Metalúrgicos de Joinville que realizou duas assembleias de sócios, e a partir daí, está autorizado a vender sua sede, localizada na Rua Ministro Calógeras, no centro da cidade. As avaliações preliminares feitas variavam de R$ 4 milhões a R$ 4,2 milhões pelo imóvel. Inclusive uma igreja demonstrou interesse prévio. As consultas oficiais virão ao longo deste bimestre. Nesta terça-feira o Sindicato dos Mecânicos de Joinville marcou assembleia de sócios para o dia 20, quando deverão autorizar a venda do imóvel da sede, localizado na Rua Luiz Niemeyer, com área de 945 m2, no centro de Joinville. Na mesma reunião, os associados também confirmarão o desejo da diretoria de vender, ou fazer comodato de parte do terreno da recreativa, que fica no bairro Costa e Silva, e tem 10.643 m2.  Os fatos não são isolados. Inserem-se no contexto das graves dificuldades financeiras das entidades sindicais brasileiras, com déficits se acumulando. Historicamente, os sindicatos laborais tinham, desde meados do século passado, receitas mensais garantidas, via cobrança do imposto sindical — recolhimento compulsório dos trabalhadores de todas as categorias, à razão de um dia de trabalho por ano, entre outras. Essa lógica  foi eliminada com a reforma trabalhista aprovada em 2017.  Na "Carta aos associados", a diretoria do sindicato dos mecânicos relembra perdas de representatividade por conta da criação do Sinditherme.  Para sobreviver e prestar serviços que resultem em arrecadação, os comandos dos sindicatos, em geral, terão de oferecer atividades capazes de atrair o pessoal para lá, novamente. Nada simples de se conquistar. Especialmente num momento de absoluta apatia para este tipo de situação. Vai daí, colocar à venda imóveis muito bem situados e de alto valor no mercado imobiliário de Joinville passa a ser imperativo. Veja a íntegra do texto do Sindicato. "É vender ou entregar para a federação" A seguir, as explicações do presidente Evangelista dos Santos sobre o tema. Por que a direção do sindicato dos mecânicos está colocando imóveis valiosos à venda? Temos 58 anos de atuação. Os sindicatos precisam se adaptar a uma nova realidade. No nosso caso, perdemos várias receitas ao longo de anos. Os trabalhadores da Embraco, Consul (Whirlpool) e Kavo migraram, há anos, para a base do então criado Sinditherme. Mais recentemente, a falência da Busscar e as dificuldades da Duque contribuíram para esvaziar o número de trabalhadores associados ao nosso sindicato.  Há dívidas muito grandes para pagar? Temos déficit, sim. O custo de manutenção dos imóveis é alto. Hoje, nossa receita mensal praticamente equivale aos custos fixos. Temos sede, sub-sede em São Bento do Sul, recreativa e colônia de férias para administrar. Mas, deveríamos ter recebido, ao longo de muitos anos, algo próximo a R$ 1,3 milhão das empresas do setor. Elas recolheram dos trabalhadores e não repassaram a parte devida ao sindicato. Isso envolve taxas, imposto sindical... Não há outra opção, a não ser vender os bens? Essa decisão — vender ou não — será tomada pelos associados, no sábado. A alternativa estatutária seria fechar as portas e repassar o patrimônio para entidade hierarquicamente superior — a Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos de Santa Catarina. Pergunto: quem, dos trabalhadores joinvilenses, conhece a federação? Então, melhor colocar os bens à venda e garantir a continuidade dos serviços prestados aos trabalhadores da cidade. Qual é o valor da avaliação dos imóveis que serão colocados à venda?  Fizemos três avaliações junto a imobiliárias. Apresentaremos as três na assembleia de sábado. O valor médio estimado da sede é de R$ 1,5 milhão. E de R$ 2,6 milhões no caso do prédio da recreativa.  Leia todas as publicações de Claudio Loetz

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