*por Larissa Linder pauta agrícola catarinense, deve acompanhar a redução geral no volume da safra brasileira neste ano e também encolher. O presidente da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), com sede em Fraiburgo, Pierre Peres, estima um recuo entre 10% e 17% na comparação com 2017.
No ano passado, vale dizer, a safra nacional, de 1,38 milhão de toneladas, foi considerada excepcional, e com o grande volume os preços despencaram. Em Santa Catarina, o maior produtor nacional – responde por mais da metade da safra brasileira -, o volume deve passar de 700 mil toneladas para cerca de 600 mil.
– Ainda é cedo para falar porque faltam quatro semanas para começar a colher, e tudo depende do clima. Mas de todo modo o tamanho da fruta deve ficar menor neste ano por causa de um período de seca – explica Peres.
A cooperativa Sanjo espera uma redução de 20%. De acordo com o gerente do departamento técnico, Rodrigo Nascifico, a supersafra da variedade Fuji em 2017 faz com que, naturalmente, as macieiras produzam menos neste ano. A tendência é que o preço para o consumidor fique maior.
Conforme o presidente da ABPM, apesar do mercado interno contar com milhões de consumidores, há pouca margem para uma safra tão grande como a do ano passado.
– A oferta não era condizente com a demanda. O Brasil é o segundo maior produtor de frutas do mundo, tem pouca flexibilidade nesse mercado porque o consumidor tem muita opção.
O volume exportado, que representa cerca de 5% do que é colhido, pode crescer em 2018 favorecido pelo câmbio e por uma geada na Europa. Além disso, diz Peres, os embarques para a Índia tendem a aumentar graças à simplificação das exigências fitossanitárias daquele país.
Para se ter uma noção da importância da fruta para Santa Catarina, no ano passado, mesmo com a queda dos preços, a maçã foi o 11º item mais importante na composição do Valor Bruto de Produção (VBP) do Estado: respondeu por R$ 649,7 milhões do total de R$ 29,5 bilhões.