Torneiras sem um pingo d´água já fizeram muitos turistas voltarem mais cedo para casa em Penha. Em pelo menos três praias — Praia Grande, Poá e Cascalho — não há água desde 31 de dezembro. A Águas de Penha, concessionária responsável pelo abastecimento, colocou caminhões-pipa à disposição e afirma já ter atendido a 250 pedidos. Mas moradores reclamam que, quando conseguem contato com a empresa, a espera pelo caminhão chega a 72 horas.
Para a prefeitura, o sistema não deu conta do aumento repentino da população. De 25 mil habitantes, a cidade passou para mais de 150 mil nos últimos dias. A concessionária afirma que o problema da falta d’água “só será solucionado quando a cidade tiver seu próprio sistema de captação e tratamento” — o que é previsto para este ano.
Problema semelhante ocorre em Bombinhas, onde há casas sem água desde o Natal e a população chegou a 400 mil pessoas na virada de ano. O abastecimento tem falhado em parte do Centro e nos bairros Sertãozinho, Zimbros, Morrinhos, Canto Grande e Mariscal — alguns deles, bastante frequentados pelos turistas. O abastecimento é retomado, na maioria dos imóveis, durante a madrugada. Mas quem está nas regiões de “fim de linha” depende do caminhão-pipa.
O projeto de transposição do Rio Tijucas, que promete resolver a falta d`água em Bombinhas, esbarrou na proposta de passar adutoras pela praia de Porto Belo, que não foi aceita pela comunidade. Em dezembro a prefeitura de Porto Belo determinou que a empresa Águas de Bombinhas, responsável pelo trabalho, apresente uma nova rota para a tubulação.
As soluções estão no papel, mas os visitantes têm pressa. Cabe às prefeituras cobrar das concessionárias para que o serviço prestado a quem está sem água, agora, seja bem executado. Escolher um destino turístico e ser surpreendido pela falta do essencial é motivo para riscá-lo da lista nas próximas férias. E o prejuízo, a curto prazo, é para a cidade inteira.
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