Como terminou a CPI do Transporte Coletivo de Florianópolis

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CPI do Transporte Coletivo foi instalada na Câmara de Florianópolis no começo de 2019

Pouca gente lembra, mas a Câmara de Vereadores de Florianópolis teve uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Coletivo em 2019. O foco? Discutir a tarifa cobrada nos ônibus. A CPI nasceu de um movimento da oposição, que foi derrubado por um pedido da própria base do governo para a instalação da comissão, apoiado pelo prefeito Gean Loureiro (DEM). O relator foi o líder de governo Renato Geske (PL). A conclusão dela ocorreu no dia 3 de dezembro com apenas três dos cinco membros presentes e um relatório que não apontou irregularidades e nem responsáveis.

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A CPI começou com depoimentos de ex-secretários para se aprofundar no formato de definição do preço da passagem do transporte coletivo. Até houve uma movimentação inicial que dava a impressão de que a comissão poderia apresentar resultados contundentes. Mas, aos poucos, o movimento foi perdendo força até o final dos trabalhos. A última reunião foi adiada mais de uma vez por ausência dos membros.

Na última delas, em 3 de dezembro, participaram Gui Pereira (MDB), presidente, Claudinei Marques (Republicanos) e o relator. Somente o próprio Geske e Gui Pereira votaram a favor do relatório. Marques não assinou e a aprovação ocorreu por 2 a 0. Lino Peres (PT) e Afrânio Boppré (PSOL), que representavam a oposição, não participaram da reunião.

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No seu relatório, Geske diz não ter encontrado irregularidades na forma de cálculo da tarifa. Por isso, segundo ele, não houve apontamentos. Mas há sugestões de melhorias. Para o relator, o atual contrato é falho e pode ser melhorado, o que ocorre somente diante de uma nova licitação. Além disso, ele aponta para a necessidade da participação de mais entidades do conselho municipal de Transportes e contratação de mais fiscais do transporte coletivo.

Como a comissão nasceu dentro da própria base do governo, dificilmente ela entregaria algo diferente do que é visto no relatório final da CPI. Não trata-se de fazer caças às bruxas ou necessariamente se apresentar culpados, mas sim de aprofundar-se em um tema complexo e de relevância para Florianópolis. As conclusões do relatório poderiam ter sido feita depois de uma audiência pública com todos os envolvidos.

É de se espantar ainda a falta de participação de todos os vereadores nos momentos mais decisivos da CPI como a votação do relatório. Dos cinco, apenas dois votaram. Uma demonstração de descaso com o transporte coletivo e a Capital. O relatório foi transformado em um projeto de resolução que deve ser analisado em plenário no começo de 2020.

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