Troca de ministro não afeta ações de SC frente à Covid, mas eleva incerteza econômica 

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Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Em meio à maior crise múltipla global dos últimos 100 anos, o Brasil, que é a quinta maior nação em população e a 9ª economia, enfrenta série de turbulências causadas pelo presidente Jair Bolsonaro. A crise de hoje é a saída de mais um ministro da Saúde.

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Mas graças às instituições fortes, a saída de Nelson Teich e a esperada escolha de um nome que aceite mais a vontade do presidente não deve afetar de forma significativa as estratégias de Estados e municípios frente à pandemia. O ritmo do isolamento social está sendo ditado localmente porque há autonomia.

Em Santa Catarina, o secretário da Fazenda, Paulo Eli, que lidera o Grupo Econômico para decisões sobre o enfrentamento do novo coronavírus, informa que independentemente da mudança no Ministério da Saúde, o Estado segue com critérios técnicos e protocolos. Segundo ele, o foco em SC é o equilíbrio entre a preservação da saúde e liberações de setores econômicos. Até agora tem dado certo.

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É claro que apesar dessa independência de Estados e municípios, seria fundamental ter um presidente comprometido com o cuidado da saúde das pessoas, atuando diretamente nisso e também nas soluções de problemas econômicos para que mais vidas pudessem ser salvas. Essa ausência do principal mandatário do país e a instabilidade do seu ministério prejudicam principalmente os cidadãos menos favorecidos e menos informados.

Além disso, essa nova crise eleva a desconfiança de investidores estrangeiros que poderiam voltar a implantar projetos no país após a pandemia. O que se vê é o dólar nas alturas em função da crise política e saída de capital estrangeiro. Com um governo instável, não dá para prever um futuro sem crises locais e disso o investidor estrangeiro está cansado. É um problema que ficou mais evidente ano passado, quando o Brasil deixou de aparecer no Índice Global de Confiança para Investimentos Estrangeiros da consultoria Kearney, dos EUA. Com os últimos acontecimentos, a posição do país fica ainda pior.

Boa parte dos maiores grupos globais já tem presença no Brasil, está insatisfeita com a gestão política nacional e não pretende investir mais por enquanto. Para um país continental, em desenvolvimento, ficar sem investimentos estrangeiros implica em economia menor, com menos geração de emprego e renda.