Senado: a derrota do coronelismo

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Sabem por que Renan Calheiros (MDB-AL) livrou-se de cinco pedidos de cassação do mandato em 2007, quando flagrado recebendo pensão para a filha de uma amante paga por uma empreiteira? Porque o voto era secreto.

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Sabem por que não foi destronado da presidência do Senado da República quando pilhado em negócios escusos e não explicados de compra de gado? Porque renunciou ao cargo. Virou réu confesso.

Sabem por que não foi sequer julgado nas mais de 14 denúncias da Procuradoria Geral da República? Porque o Supremo omite-se.

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Os episódios vergonhosos que marcaram as atividades do Senado nos últimos 20 anos colocaram sua imagem “no chão”, no dizer do senador Álvaro Dias (Pode-PR). Na realidade, está é no “fundo do poço”.

Foram décadas em que o comando do Senado esteve com Renan Calheiros e sua gangue. Todos oferecendo espetáculos indecentes à nação no fim de semana: roubo de documentos, fraude nas cédulas de votação, indisciplina na Mesa Diretora, bagunça no plenário. Não se respeitam.

A renúncia de Renan Calheiros à disputa pela presidência do Senado não representa só o sepultamento do coronelismo político. Espera-se que seja o fim da política velhaca.

O novo presidente, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), pode não ser a imagem de Vesta, a virgem sacerdotisa  romana. Mas sua atuação serena e equilibrada na primeira sessão o credenciou para a vitória. E seu primeiro discurso, pregando diálogo, transparência, gestão compartilhada e todo empenho na aprovação das reformas, acende esperanças de um novo ciclo.

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Que continue firme esta reconstrução de um Brasil destroçado.

Fato novo

O voto aberto do senador Dário Berger (MDB) no senador Esperidião Amin (PP), seu adversário há décadas, foi pela unidade política da bancada federal e em homenagem a Nereu Ramos, o único catarinense a presidir o Senado. Berger saiu maior do processo e começa a pavimentar sua candidatura à presidência estadual do MDB e ao governo em 2022. Jorginho Mello (PR) confirmou o voto em Amin, como anunciara.

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Nova indústria

A instalação de um novo empreendimento industrial no Planalto Serrano, às margens da BR-116, proximidades de Lages, está dependendo da duplicação da rodovia federal. Tema tratado com o presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Mário Rodrigues, pelos senador Esperidião Amin (PP), pela deputada Carmen Zanotto (PPS) e o prefeito interino de Lages, Juliano Polese. Rodrigues prometeu agilizar os estudos. O trecho reivindicado é de apenas 6,8 km. A empresa a ser implantada na região prevê investimentos de R$ 800 milhões.

Mudanças

A nova composição da Assembleia Legislativa do Estado ampliou a representação partidária. Quatro deputados representam quatro novas legendas: PSL, PSC, PRB e PV. E três partidos ficaram sem cadeiras no parlamento: DEM, PPS e PCdoB.

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Ideologicamente, a direita avançou e a esquerda perdeu espaços.

Perda

Uma das referências do Mercado Público de Florianópolis no século passado e início do atual, o comerciante Alvim Spinoza, foi cremado ontem em Palhoça, depois de homenagens de familiares, amigos e clientes. Ele faleceu no Hospital Baia Sul, aos 76 anos. Seu box no Mercado era um dos símbolos gastronômicos mais populares da cidade.  Um açougue que herdou do pai Nelson foi transformado em bar, restaurante e ponto de encontro da cidade. Com a reforma, foi para a rua João Pinto.

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Curtas

– Bancada do MDB será recebida com jantar na Casa d'Agronômica amanhã pelo governador Carlos Moisés da Silva (PSL).

– Santa Catarina passa a contar com Índices Econômicos Regionais graças à iniciativa da Facisc. Lançamento hoje na sede da Federação.

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– Cortes de energia sucessivos durante a semana na Grande Florianópolis, aparelhos queimados. E o presidente Cleicio Martins visitando agências da Celesc no interior do Estado com o diretor operacional. Pode?