TDAH: Saiba como ajudar seu filho a vencer o transtorno

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Carlos Macedo / Agencia RBS

Paulinho terminou o terceiro ano do ensino básico. A professora chamou os pais, disse que o menino deve ter algum problema, porque não consegue se concentrar nas atividades do dia a dia. É dispersivo, embora não chegue a incomodar os colegas. Mas está sempre muito aéreo. Os pais ficaram preocupados, porque durante todo o ano letivo nunca os chamaram na escola para falar sobre isso. Será que a professora só notou agora que há algo errado? A sugestão dela aos pais foi a de que procurassem um especialista, pois a criança apresenta alguns sinais de Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade, conhecido como TDAH.

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A maioria das crianças com TDAH apresenta dificuldades na aprendizagem. A capacidade intelectual pode ser normal, ou até mesmo alta, mas sua dificuldade de atenção, concentração e a incessante inquietude motora não favorece sua aprendizagem. O comportamento é muitas vezes imprevisível e inapropriado para sua idade. É comum, na escola, ser chamado à direção por sua inquietude. Se distrai com facilidade. Muitas vezes é inoportuno quando está em grupo e gosta de chamar a atenção.

A psicóloga, Livia Vieira, especialista no assunto, explica as diferenças entre TDAH e Dislexia: Este último transtorno é um distúrbio de aprendizagem na leitura, dificuldade em ler e compreender as palavras. Os disléxicos têm um quociente intelectual normal, ou acima do normal, e possuem consciência de suas dificuldades. “Como ambos os indivíduos apresentam dificuldades, tanto as crianças disléxicas quanto as com TDAH apresentam baixa autoestima e problemas de ajustamento na escola e de relacionamento com os colegas. Ambos têm perturbações no âmbito emocional, além de ansiedade exacerbada", diz.

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Livia ressalta, porém, que existe tratamento adequado para quem tem TDAH. Estas crianças precisam de acompanhamento com psiquiatra, psicólogo e fonoaudiólogo. Alguns também precisam do apoio de psicopedagogos. Os medicamentos mais usados no controle do TDAH são os estimulantes do sistema nervoso central e antidepressivos", esclarece a especialista. Além disso, ela explica que brincadeiras lúdicas que estimulam os indivíduos a vencerem suas dificuldades e a buscarem estratégias de superação podem ser muito úteis. Quebra-cabeça, jogo da memória, caça-palavras, encontre os erros, entre outros jogos que estimulem a coordenação, a atenção, a fantasia são muito estimulantes para crianças com TDAH. As brincadeiras em grupo e várias modalidades de esportes, como a natação, também podem colaborar no tratamento.

O papel dos pais nesse processo é essencial para as crianças. Segundo a especialista, eles precisam agir em solidariedade com a equipe multidisciplinar e professores. "Precisam ouvir e disciplinar seus filhos, precisam sentar e brincar com eles, entender e ajudar seus filhos na superação diária, estimular os avanços, elogiar cada avanço, trabalhar para aumentar a autoestima do filho, encorajá-lo a se superar, demonstrar confiança e fazer com que o filho confie mais em si mesmo”, finaliza a psicóloga.

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