Criação de empregos em Blumenau anima, mas ainda falta muito pra recuperar estragos da crise

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Embora sejam animadores, os números de novos empregos formais, com carteira assinada, criados em Blumenau nesta largada de 2018 devem ser analisados sem euforia.

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Para contextualizar: dados divulgados na última semana pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, mostram que a economia local abriu 2.944 vagas nos meses de janeiro e fevereiro somados.

Foi o melhor primeiro bimestre desde 2015, justamente o ano em que a recessão ganhou ares mais robustos – haviam sido 3.197 naquele período.

Mesmo com sinais de recuperação da economia, o resultado é insuficiente, por enquanto, para cobrir os estragos deixados pelo furacão da crise.

Em 2015, quando Blumenau interrompeu sequência positiva de geração de vagas, foram eliminados 5.308 postos de trabalho. Em 2016, novo déficit, apesar de menor: 1.964.

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Ou seja, em dois anos desapareceram 7.272 empregos. A curva, felizmente, começou a inverter no ano passado. Em 2017 as contratações superaram as demissões e deixaram o saldo no azul, com 1.282.

Ainda assim, sobrariam 5.990 empregos do período pré-recessão a “serem recuperados”. É prudente desconsiderar desta conta as 2.944 vagas geradas no primeiro bimestre de 2018 por um motivo simples: muitos dos postos da indústria (1.710 no total) e administração pública (865) são fruto de contratos temporários que serão rescindidos no final do ano.

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De todo modo, os dados são um alento. Se ainda está longe do ideal, a economia ao menos parou de andar para trás. Só falta passar da primeira marcha.

Aquecendo

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Outro sinal de melhora, ainda que não tão rápida como se gostaria, na atividade econômica de Blumenau: baixou o valor total referente à soma de novas inscrições de débitos de ISS na dívida ativa do município. Em 2016, a quantia chegou a R$ 26,4 milhões. No ano passado, o montante foi de R$ 10,2 milhões

R$ 300 milhões

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É quanto a prefeitura de Blumenau tem a receber de impostos e taxas municipais de contribuintes inadimplentes. Praticamente todo esse valor é referente a ISS e IPTU, segundo o secretário de Gestão Financeira Roni Wan-Dall.