Grupo usou CPFs sem autorização para operações de câmbio ilegais

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A organização criminosa investigada pela Polícia Federal na Operação Line Up, deflagrada nesta quinta-feira, teria usado CPFs de diversas pessoas, sem autorização, para forjar operações de câmbio que nunca existiram. O esquema, segundo a Polícia Federal, foi descoberto através do cruzamento de dados. Em muitos casos, eram pessoas que não tinham o hábito de fazer esse tipo de transação. Mas há casos em que, de acordo com a PF, foram usados CPFs de pessoas que já faleceram.

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As fraudes constam em sete relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que apontam mais de R$ 2 bilhões em movimentações atípicas. Algumas dessas comprovações foram feitas a pedido da Polícia Federal. Outras foram levantadas por iniciativa do próprio Coaf, ao identificar transações suspeitas.

De acordo com o delegado Alex Biegas, que atuou no caso, também havia operações forjadas de importação e exportação para justificar o envio ilegal de dinheiro ao exterior. A transação teria sido usada, por exemplo, por pessoas que pretendiam enviar dinheiro ilegal a paraísos fiscais.

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_ Os relatórios de inteligência financeira mostraram situações atípicas, que podem ser evasão de divisas ou lavagem de dinheiro _ explica o delegado.

Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão, cinco deles em São Paulo e outros nove em Santa Catarina, nas cidades de Itajaí, Balneário Camboriú e Blumenau. Duas pessoas foram presas em São Paulo _ entre elas o proprietário de uma empresa de eventos em Santa Catarina, que também seria sócio da corretora de câmbio, que tem matriz em São Paulo.

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