Vários postos de combustíveis de Blumenau estavam dispensando motoristas na manhã desta quarta-feira. Em muitos deles já não há mais gasolina e álcool. A situação se repete em outras cidades da região, diz o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sinpeb), Júlio César Zimmermann.
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Para quem depende do diesel a situação é menos delicada porque a greve tirou caminhões das estradas e diminuiu o consumo, acrescenta Zimmermann. Proprietários de veículos com GNV também não precisam se preocupar, já que o transporte do gás é canalizado, esclarece a SCGás.
Diante da greve dos caminhoneiros, os postos tinham uma expectativa de que o estoque durasse de dois a três dias. Como a procura foi muito grande, com filas durante praticamente toda a quarta-feira, as bombas secaram rapidamente.
Neste ritmo, todos os estabelecimentos de Blumenau e cidades vizinhas devem ficar sem o insumo ainda na tarde desta quinta-feira, projeta o dirigente. Não há previsão de regularização. O Sinpeb engloba em torno de 270 postos de combustível em 43 municípios da região.
Disparada no preço
A corrida para garantir o tanque cheio fez disparar os preços da gasolina em vários postos. De um dia para o outro, há casos de aumento superior a 50 centavos no litro, que já se aproxima de uma média de R$ 5 em Blumenau. De acordo com Zimmermann, o sindicato repudia esse tipo de prática, “que mancha a imagem da categoria”. O Procon também já informou que está atento a aumentos abusivos.