Estudo indica amadurecimento das startups do Vale

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Entre 2016 e 2018, startups do Vale tiveram um importante salto de desenvolvimento, com números que comprovam maior amadurecimento comercial e de gestão desse tipo de negócio. Essa é a principal leitura de um estudo conduzido pelo núcleo de inovação da Acib e pelo Instituto Gene. Os resultados (veja um resumo abaixo) foram apresentados nesta semana.

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Os dados mostram um perfil mais robusto das startups locais. Em 2016, por exemplo, 61% das empresas pesquisadas tinham até três funcionários e apenas 4% mais de 15. Dois anos depois, baixou para 44% o volume de negócios com até três colaboradores e subiu para 10% aqueles com mais de 15 pessoas. Em termos de receita, passou de 7% para 19% o número de companhias que faturam mais de R$ 1 milhão.

Responsável pela apresentação do estudo, o professor da Furb Mohamed Amel avalia que muitas empresas superaram, nesse intervalo de dois anos, a fase mais crítica do negócio, do nascimento à estabilização no mercado, e hoje já têm soluções prontas para serem comercializadas. Isso explicaria o perfil mais maduro das startups.

— Os resultados mostram que elas estão mais orientadas para o mercado do que na pesquisa anterior — conclui Amel.

Outro sinal de amadurecimento: aumentou de 33% para 54% o volume de startups que já estão efetivamente atuando no mercado. O grau de formalização desses negócios também subiu e mais empreendedores estão se dedicando exclusivamente a eles.

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Foco maior no mercado local

Uma das principais características das startups é a concepção de uma visão global de negócio, desde o seu nascimento. Mas o estudo da Acib e do Gene mostra que as empresas locais diminuíram sua participação no mercado internacional e se concentraram mais na economia nacional e regional.

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Para Amel, o cenário externo esteve pouco atrativo para as empresas em geral nos últimos anos, o que explicaria parte da mudança de foco. Outra hipótese do professor surge a partir das transações B2B (de empresas para outras empresas), que cresceram de 46% para 53% no intervalo pesquisado. A leitura: as soluções e o atendimento das startups evoluíram ao ponto de atender exigências de segmentos da indústria, por exemplo, que também tem buscado investir em tecnologia para aprimorar processos em tempos de recessão.

Obstáculos

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As principais barreiras apontadas pelo estudo para um crescimento maior das startups já são bem conhecidas. Incluem dificuldade para conseguir financiamento, baixa rentabilidade, ausência de mão de obra especializada e a famigerada burocracia ligada ao empreendedorismo no Brasil.