Ritmo da economia de SC diminui em março, mas ainda é positivo no ano

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O setor produtivo catarinense não teve muito o que comemorar nesta semana com a divulgação do Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR-SC), calculado pelo Banco Central. Conhecido como prévia do PIB, o indicador no Estado em março sofreu um revés em relação a fevereiro, já com ajuste sazonal. Foi pequeno, é verdade, de 0,37%, mas suficiente para alimentar interrogações sobre a consistência do processo de retomada da economia.

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A boa notícia é que em relação ao mesmo mês do ano passado o indicador subiu 1,49%. No primeiro trimestre de 2018, ainda na comparação com igual período de 2017, o avanço é de 2,91%. E no acumulado dos últimos 12 meses, o incremento é bem mais significativo, de 4,21%.

O fraco resultado de março se repetiu em nível nacional. Na comparação com fevereiro, o ritmo da atividade econômica no país recuou 0,74%. Frente ao mesmo mês do ano passado, ao contrário de Santa Catarina, houve queda de 0,66%. No primeiro trimestre, há acréscimo de apenas 0,86% e na soma dos últimos 12 meses a expansão é de modestos 1,05%. O cenário já faz analistas reavaliarem para baixo as projeções do PIB deste ano.

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Para Paulo Guilhon, economista e consultor da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), o resultado do IBCR-SC de março não chega a surpreender. Ele lembra que os níveis de investimento da indústria ainda estão muito aquém do ideal. Ainda assim, minimiza os números. Diz que no acumulado do ano os indicadores são bem melhores do que a média nacional e aponta que sondagens da entidade apontam otimismo para o futuro.

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— Para os próximos seis meses, os principais indicadores econômicos da indústria, como demanda por produtos, número de empregados, compra de matéria-prima, quantidade exportada e investimento são todos positivos. A gente não pode olhar um mês isoladamente — defende.

Ainda assim, Guilhon faz ponderações. Lembra que a economia não é uma ciência exata e há uma série de variáveis que podem alterar esse cenário. As incertezas em relação à disputa eleitoral e a retirada de reformas estruturantes da pauta, como a da Previdência, por exemplo, têm peso para mudar completamente o quadro atual.

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Patinada na retomada

Números do Banco Central mostram pequena queda na atividade econômica em março no Estado e no país, mas resultado acumulado no ano ainda é positivo. Confira nos gráficos:

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