Prazo de entrega da bacia de evolução do Itajaí-Açu é estendido em três meses

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O governador Eduardo Pinho Moreira (PMDB) assinou nesta quinta-feira um aditivo de R$ 25 milhões para a conclusão da nova bacia de evolução do Itajaí-Açu. Com a verba liberada, as obras retomam o ritmo normal. Os trabalhos desaceleraram desde janeiro, diante da incerteza em relação ao recurso. A consequência foi uma prorrogação de três meses no prazo de entrega. De abril, a previsão passou para o mês de julho.

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A bacia de evolução é a área de manobras dos navios, onde eles fazem um “giro” de 180º na entrada ou na saída dos terminais portuários de Itajaí e Navegantes. A obra abrirá espaço para que os portos recebam navios de até 336 metros de comprimento – hoje, o limite é de 305 metros. Os custos são pagos pelo Governo do Estado, num total de R$ 128 milhões.

Nos próximos dias a Triunfo, empresa que executa a obra, vai reforçar os trabalhos com a chegada de mais um rebocador. Hoje, 80% da empreitada está concluída. Faltam os “cabeços”, espécie de reforço, nos molhes da Marina Itajaí e dos pescadores, e o término da dragagem.

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A prorrogação de entrega interfere na programação dos portos. A APM Terminals, arrendatária do Porto de Itajaí, negociou a retomada da linha Ásia, em setembro do ano passado, levando em conta a entrega da bacia de evolução em abril. Seis dos 13 navios que operam o serviço têm mais de 306 metros de comprimento e não entram hoje no terminal. Por isso a linha, que deveria ser semanal, opera hoje de 15 em 15 dias.

Outro serviço que depende da nova bacia de evolução é a linha que ligava Itajaí ao Norte da Europa, e deixou de operar na região porque passou a usar navios maiores.  Quando a área de manobras for concluída, significará um reforço imediato de mil contêineres a mais por navio em Itajaí.

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