Minutos antes do início da cerimônia que empossou Mário Hildebrandt (PSB) no cargo de prefeito de Blumenau, na última quinta-feira, o agora já governador em definitivo Eduardo Pinho Moreira (PMDB) foi questionado por um jornalista se traria novidades em seu discurso. Sempre há, nesse tipo de evento, expectativa sobre o anúncio de liberação de verbas ou lançamento de projetos, por exemplo. Pinho Moreira, no entanto, saiu pela tangente:
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— Eu trago, nesse momento, a amizade e a parceria do governo do Estado.
À resposta frustrante se somou outra informação desanimadora confirmada na sequência pelo próprio governador: o BNDES vetou a segunda edição do Fundam, o fundo de apoio aos municípios anunciado pelo agora ex-governador Raimundo Colombo (PSD) que previa a liberação de R$ 723 milhões a cidades catarinenses.
O banco barrou o programa basicamente por entender que a linha de crédito disponibilizada só poderia financiar obras estruturantes de grande porte. Para muitos municípios, o dinheiro do Fundam seria usado em intervenções menores, como pavimentação de ruas. Apesar da negativa, Pinho Moreira destacou que o Estado não deve perder o recurso. O BNDES já autorizou a captação, mas o formato com que isso será feito deverá ser diferente.
Em Blumenau, havia a expectativa de que a efetivação do Fundam 2 viabilizasse o Centro de Convenções, obra aguardada com ansiedade pelo trade turístico local, o que chegou a ser confirmado por Colombo. Depois, já diante do impasse junto ao BNDES, Pinho Moreira deu a entender em entrevistas de que o município teria de escolher entre a estrutura na Vila Germânica e o projeto de reurbanização da Margem Esquerda – ambos têm orçamentos semelhantes, próximo dos R$ 15 milhões.
Pelo visto, tanto uma quanto outra ficarão na geladeira por mais algum tempo.