Itajaí em contagem regressiva para a maior regata do planeta

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A um mês da abertura da Vila da Regata, marcada para o dia 5 de abril, Itajaí está em contagem regressiva para receber pela terceira vez a Volvo Ocean Race, uma das mais importantes provas de vela no planeta. O evento é considerado a Fórmula 1 dos Mares, e reúne alguns dos principais nomes do esporte no mundo em sete equipes. Itajaí é a única parada do evento na América Latina, e os preparativos já começaram.

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O Centreventos de Itajaí ganhou a “cara” da regata, com imagens da prova em tamanho-família para que a cidade comece a entrar no clima de espera pelos velejadores. No lado de dentro da Vila da Regata, o trabalho se concentra em hidráulica e elétrica. Os veleiros chegaram na última terça-feira a Auckland, na Nova Zelândia, após 20 dias de viagem desde Hong Kong, na China.

Enquanto uma equipe aguardava a chegada dos atletas à Oceania, esta semana, outra embarcava, na China, toda a estrutura usada na parada com destino à Portonave, em Navegantes. Serão 129 contêineres, 16 a mais do que na última edição, em 2015. A previsão de chegada é a partir do dia 12 de março.

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Darlan Martins Junior, coordenador técnico da Secretaria de Turismo de Itajaí, diz que a principal diferença em relação às edições anteriores está na abertura da área de “backstage” para o público. Desta vez o espaço exclusivo das equipes, onde são feitos os pequenos reparos e a preparação dos velejadores, poderá ser visitado. A ideia é que os visitantes tenham mais contato com os times e conheçam de perto o trabalho feito nos veleiros, que têm tecnologia de navegação de ponta.

A infraestrutura local também terá novidades. A área de alimentação, por exemplo, servirá como um “esquenta” para a Marejada. A organização quer aproveitar o grande público que vem à cidade durante a Volvo Ocean Race para despertar o interesse dos turistas na festa, que integra o calendário de outubro no Estado. O Fish Garden, espaço de alimentação que fez sucesso na última edição da Marejada pela cenografia, também estará de volta.

Sem plástico

Itajaí foi destaque em sustentabilidade nas últimas edições, e desta vez a ideia é abolir o uso de plástico. A proposta converge com um dos temas desta edição da regata, que tem inclusive uma equipe representando a batalha contra o plástico nos oceanos: Turn the Tide on Plastic, ou “virando a maré do plástico”, veleiro que tem o objetivo de chamar atenção para o problema durante a volta ao mundo.

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Canudos e copos descartáveis serão proibidos, e os produtos vendidos pela loja oficial do evento não serão entregues sem embalagem plástica.

A regata é um dos maiores eventos esportivos a passar pelo Brasil este ano. Na última edição, em 2015, reuniu cerca de 300 mil pessoas em Itajaí. Desta vez, a Vila da Regata permanecerá aberta por 18 dias, de 5 a 22 de abril, quando ocorre a largada das embarcações rumo aos Estados Unidos.

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Retorno financeiro

A realização da Itajaí Stopover, como é chamada a parada local, terá custo de R$ 11 milhões ao todo. A maior parte será coberta pelo Estado, através do pagamento pelos direitos de sediar a regata _ R$ 4,7 milhões. O valor é menor do que o pago em 2015, quando o investimento do Estado ficou em R$ 5,8 milhões.

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O investimento, desta vez, corresponde a 1 milhão de euros. É metade do que foi oferecido por Salvador (BA), cidade que concorria com Itajaí para sediar a regata. No entanto, pesou a experiência de Itajaí com o evento, a oferta de serviços para as embarcações, como possíveis consertos, e principalmente o interesse do público. A regata tornou-se o evento esportivo mais aguardado de Itajaí, e provocou um crescimento dos esportes náuticos na cidade.

A prefeitura tem alguns contratos de patrocínio assinados para a Stopover, mas a organização prefere mantê-los em sigilo. Ainda faltam algumas cotas, que estão em fase de negociação.

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A expectativa é que o investimento feito pelo Estado seja recuperado com folga. Em 2015, a passagem da Volvo Ocean Race pelo país movimentou o equivalente a R$ 82 milhões _ desse montante, R$ 61 milhões ficaram em Santa Catarina. O retorno direto de ICMS para o Estado ultrapassou R$ 7 milhões.

Acompanhe as publicações de Dagmara Spautz

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