O Brasil precisa superar o fator Lula

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Enquadrado na Lei da Ficha Limpa após a condenação em segunda instância, o ex-presidente Lula dificilmente teria condições de disputar a presidência. A decisão do juiz Sergio Moro de mandar prendê-lo, então, praticamente elimina as chances do popular líder petista tentar um terceiro mandato.

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A história do Brasil, e os capítulos mais recentes são uma prova disso, mostra como a economia caminha ao lado da política. Se há paz em Brasília, o mercado vai bem. E vice-versa. Por outro lado, turbulências, tão comuns nos últimos anos, tendem a ampliar tensões, minar a confiança e travar a engrenagem do desenvolvimento econômico.

Embora o setor produtivo tenha se descolado um pouco das notícias ruins do campo político, há certo consenso de que uma retomada mais significativa dos investimentos, o motor necessário para o crescimento sustentável e geração de empregos, só virá com uma definição dos rumos do país pós-eleição.

As sucessivas derrotas de Lula nos tribunais em tese eliminam um dos fatores de maior incerteza – será ou não será candidato – para o pleito de outubro. Mais do que isso, saca da disputa o líder em intenção de votos, abrindo margem para a ascensão de novas alternativas de pessoas e projetos de governo.

Há distintas interpretações, favoráveis e contrárias, ao processo que culminou com a condenação do ex-presidente. Ambos os lados têm suas razões, e o contraditório é elemento substancial em regimes democráticos. Lula sendo candidato ou não, preso ou em liberdade, é preciso seguir em frente, sem que nos esqueçamos da história. Ninguém pode ser maior que todo um país.