Ana Paula Mendes Gomes, de Joinville, fala sobre o Projeto Carequinhas

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Elas se encontram sempre aos sábados com um único objetivo: fazer bonequinhos para serem doados aos pequenos pacientes com câncer. E o histórico já mostra o quanto essa ideia rendeu frutos: em 2016, o grupo de voluntários entregou no Hospital Infantil de Joinville 180 “carequinhas” (bonequinhos sem cabelos, especialmente feitos para as crianças da oncologia se identificarem com eles). Em 2017, foram mais de 300 bonequinhos, desta vez carequinhas e super-heróis, entregues novamente no hospital de Joinville e também em Florianópolis, no Hospital Joana de Gusmão. E o trabalho não vai parar por aí. Para 2018, a meta é aumentar o grupo de voluntários e também ajudar ainda mais, fazendo, além dos bonequinhos que levam alegria por aí, também ações sociais como a compra de cestas básicas e fraldas para quem precisa. Quem está à frente desse projeto lindo é Ana Paula Mendes Gomes, e eu fui conversar com ela para conhecer mais sobre o trabalho.

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Como surgiu o Projeto Carequinhas?

Surgiu pela paixão que tenho com o artesanato e minha vontade de transformar em algo social. Poder ensinar a alguém algo que amo tanto e faz tão bem. Primeiro, pensei em mães carentes, até tentei, mas não deu muito certo. E navegando por redes sociais em locais onde tem muitas artesãs, conheci uma querida artesã de Urussanga que estava arrecadando bonecos carecas para poder doar a crianças carentes. Conversei com ela e, toda querida, me ajudou a montar o meu projeto. Só que, diferente dela, decidi reunir pessoas para me ajudar na produção e fazermos juntos. Sabe, eu sou muito de querer pessoas perto, ao meu redor, então publiquei em minha rede social minha ideia, e muitas pessoas compartilharam e me procuraram… Nem imaginava que iria dar certo. Mas não é que deu!

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Já são quantos anos de trabalho? Valeu a pena?

Estamos iniciando nosso terceiro ano de projeto, e, sim, valeu cada momento, todo carinho recebido e saber que tantas pessoas me agradecem por poder colaborar em algo bacana.

O que move você e o grupo de voluntários?

Nos move saber que todo amor depositado na produção será passado para cada criança na hora da entrega e pelo menos por um minuto vamos ajudá-la a esquecer sua doença e ficará feliz.

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Qual é o seu sonho para esse projeto?

Meu sonho é termos uma sede própria, onde poderíamos concentrar as produções e durante o ano também fazermos ações sociais, como ajudar famílias com crianças em tratamento e que passam por dificuldades.

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Fazer o bem sem olhar a quem! Essa frase tem um sentido especial para vocês?

Fazer o bem é algo que faz bem. Bem para o coração, para a cabeça, e, sim, tem um sentido muito especial. Em um mundo onde vemos tantas tristezas, tantas pessoas ruins que não se preocupam com o próximo e somente com si próprio. Quando vi a quantidade de pessoas querendo fazer esse “bem sem olhar a quem”, percebi e acreditei que o mundo ainda tem salvação.

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Como você se sente sendo a pessoa que deu início a todo esse trabalho?

Ah, como me sinto? Quase não tenho palavras, mas realizada, emocionada e sabendo que estou servindo de inspiração a alguém, sabendo que pude dar início a algo tão bom e poder envolver pessoas de bom coração ao meu redor. Só tenho a agradecer a Deus por me capacitar; minha família, que sempre embarcou nessa comigo; e a todos os voluntários nesses quase três anos de projeto. Sou muito feliz.

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Se alguém quiser se juntar ao grupo, como faz?

O grupo é aberto. Podem participar mulheres, homens… Quem quiser, é só ficar atento à nossa página: www.facebook.com/projetocarequinhas. Lá, avisamos sempre onde será o nosso próximo encontro. Aí, é só ir.

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