Para os tripulantes dos veleiros da Volvo Ocean Race, a chegada a Itajaí representa o desfecho da mais desafiadora e longa etapa da competição – foram 7,6 mil milhas náuticas do ponto de partida em Auckland, na Nova Zelândia, até as águas brasileiras. Para a cidade, a região e toda Santa Catarina, a parada da caravana no Litoral significa uma oportunidade ímpar de geração de negócios e de apresentação de credenciais para o restante do planeta.
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A organização estima que ao menos 400 mil pessoas passem pela Vila da Regata até o dia 22, quando as embarcações voltarão para o mar e seguirão rumo a Newport, nos Estados Unidos. O evento, conforme outra projeção, tem tudo para superar a cifra de R$ 82 milhões injetados na economia catarinense na edição de dois anos atrás.
Itajaí, claro, e cidades vizinhas como Balneário Camboriú são as mais impactadas, com crescimento nas reservas de hotéis. Dezenas de outros segmentos ligados ao trade turístico, como restaurantes, bares e serviços de transporte, serão igualmente beneficiados. Sem contar no intercâmbio entre empresários e executivos, que abre caminho para prospecções e futuros novos negócios, não apenas no setor náutico – Itajaí já é um importante polo do segmento e sedia alguns dos maiores fabricantes de embarcações do país. Ainda que em menor intensidade, há respingo em outras regiões catarinenses.
Entre 10 e 15 jornalistas estrangeiros, no mínimo, estão em Itajaí. Mais do que reportar o andamento da competição ao público de seus países, levando o nome da cidade e da região para os quatro cantos do mundo, profissionais de imprensa enviados para cobrir eventos internacionais costumam destacar impressões pessoais da viagem, destacando características da cidade – arquitetura, gastronomia, organização, infraestrutura etc. – e de seus moradores. É outra forma de “publicidade gratuita”.
Se nos orgulhamos tanto da excelência com que Santa Catarina promove e organiza eventos na comparação com outros estados brasileiros, está na hora de mostrarmos que podemos ser tão bons quanto o primeiro mundo. Há um mar de possibilidades e oportunidades a serem explorados lá fora.