Presidente da Whirlpol Latin America: “Onde a gente quer chegar?”

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O Brasil, hoje, tem a nona maior economia do mundo, mas com potencial para ser a sexta. Esse foi o desafio colocado pelo presidente da Whirlpol Latin America, João Carlos Brega, ao falar sobre Competitividade: os desafios para geração de valor, na reunião do Lide Santa Catarina. O executivo, que está à frente da empresa dona das marcas Consul, Brastemp e Embraco, que emprega mais de 13 mil pessoas em Joinville, também defendeu maior participação e vigilância de todos na política. Ele disse que o Brasil precisa gerar mais valor e cabe aos empresários, executivos e trabalhadores buscarem isso. Segundo ele, o valor gerado à sociedade é o que resta após tirar o custo Brasil, que são os 40% dos impostos e déficit do governo. Na opinião de Brega, o setor público deve atuar apenas em educação, saúde e segurança e privatizar o que não envolve isso. Na foto, a partir da esquerda, o presidente da Fecomércio-SC Bruno Breithaupt, o presidente do Lide SC Wilfredo Gomes, João Carlos Brega e o presidente da ADVB/SC, Delton Batista.

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Sul abandonado

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Por trabalhar muito e, com isso, ter mais desenvolvimento, a Região Sul acaba sendo a última a ser contemplada pelos governos federais em verbas para investimentos. Para mudar um pouco esse cenário, com apoio do BRDE, a região está sugerindo a criação de um fundo com restos de fundos de outras regiões. Ontem, em reunião do Fórum Empresarial Sul, na Fiesc, lideranças dos três Estados decidiram fortalecer a mobilização para criar esse fundo. Para o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, é preciso provocar a criação desse fundo. Segundo o presidente do BRDE, Neuto de Conto, os restos dos outros fundos em 2017 daria um novo fundo de R$ 7 bilhões. 

Gás nas alturas

Quando se olha para os custos do Brasil, parece que o gás natural é barato no país, mas quando se compara com o mundo, é caríssimo. Hoje, as empresas usuárias de gás natural pagam US$ 14 por 1 milhão de BTUs no Brasil. Nos países da OCDE, a média é US$ 7 e nos EUA, muito menos do que isso. Na reunião do Fórum Empresarial Sul, na Fiesc, ontem, foi alertado que as empresas do país perdem bilhões com o alto custo do gás natural porque falta concorrência. 

Sinapse atrasa

Repercute mal no meio econômico de SC o atraso do governo do Estado aos repasses para as novas empresas do Sinapse da Inovação. Segundo o empresário Guilherme Lima, fundador da Amoveri, líder de inovação do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa e conselheiro na área, um Estado forte deve ter uma política de fomento às startups e empreendedores em tecnologia. 

– A falta de apoio aos projetos já aprovados no Sinapse/Fapesc pode comprometer a nova matriz econômica e a competitividade futura do Estado – alerta Lima, que foi executivo da Whirlpool, segunda empresa do país com mais patentes registradas nos EUA. 

Startup Summit

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Mais de 2 mil pessoas de todo o Brasil estarão em Florianópolis quinta e sexta-feira desta semana para participar do Startup Summit, no centro de eventos Gov. Luiz Henrique, em Canasvieiras. O evento era estadual, mas devido ao grande interesse, o Sebrae teve que transformar em nacional. Segundo Heloisa Menezes, presidente do Sebrae Nacional, inovar é requisito para aumentar a competitividade da economia e os pequenos negócios têm papel estratégico nisso porque são maioria, 98,5% das empresas do país. 

Crédito

O grupo manezinho Fontes incluiu mais uma empresa sob seu guarda-chuva, que agora reúne 18 nas áreas de finanças e inteligência. Acaba de comprar participação societária na Stormtech, também da Ilha de SC, que atua com software de sistemas de gestão e controle administrativo de promotoras de crédito.