STF na linha de uma Justiça menos desigual

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O julgamento do habeas corpus – apresentado pela defesa do ex-presidente Lula – que centralizou as atenções do país ontem, preservou a decisão de 2016 de cumprimento de pena após a condenação em segunda instância. A surpresa foi a decisão da ministra Rosa Weber, de votar favorável a essa punição.

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O parecer em sintonia com a vontade do povo brasileiro também confirma que a Justiça seguirá firme no combate à corrupção, que tantos recursos tira do setor público, limitando a oferta de verbas para o que é mais importante para a população: saúde, educação e segurança. 

Mas a polêmica toda de transitado em julgado deixou claro que no Brasil a Justiça pune rapidamente os pobres, enquanto os ricos, que podem pagar bons advogados, ficam soltos e, muitas vezes, não cumprem pena. 

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Santa Catarina tem um dos melhores sistemas carcerários do Brasil, segundo o próprio ministro da Justiça, Torquato Jardim. Tem mais de 20 mil detentos, dos quais 5,5 mil, 27,5% do total, são presos provisórios, ou seja, não passaram por nenhuma instância de julgamento. A média nacional de detenções provisórias está em 40% do total. Os integrantes desse grupo que não são de alta periculosidade poderiam estar livres, a exemplo de ricos, políticos ou não, que podiam esperar todas as instâncias da Justiça para só então cumprirem pena. 

O Judiciário é uma das instituições que mais refletem os problemas de desigualdade de renda no país. 
A decisão do STF, além de atender os anseios da maioria da população que é contra a impunidade, vai reduzir um pouco essa desigualdade na Justiça, mas é preciso mais empenho para solucionar o problema do excesso de prisões provisórias.

Leia mais notícias na coluna de Estela Benetti