Voto de Rosa Weber pode salvar a imagem do STF

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Marcado por incontestável coerência juridical, o voto da ministra Rosa Weber aproxima o ex-presidente Lula da prisão e tende a salvar a imagem do Supremo Tribunal Federal, evitando mais desmoralização do Poder Judiciario e riscos para a Democracia no Brasil.

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A ministra negou a concessão do pedido de habeas corpus a favor do ex-presidente Lula, com fundamentação e notória coerência, ao defender as decisões colegiadas como vitais para a segurança jurídica.

Na avaliação geral, os ministros Alexandre Moraes, Luiz Roberto Barroso e Luiz Fux proferiram os votos mais brilhantes, coerentes e solidamente amparados na ordem jurídica, na jurisprudência e na mais atualizada doutrina do direito penal.

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O ministro Dias Tófoli acolheu o recurso, num longo voto marcado por uma distante abordagem teórica. Muita gente dormiu enquanto o magistrado falava sobre questões jurídicas totalmente fora da matéria em discussão.

A previsão é de que o habeas corpus será negado ao ex-presidente.

Quando a ministra Rosa Weber proferiu seu voto foguetes foram ouvidos em vários pontos da Ilha de Santa Catarina. O mercado também reagiu de forma surpreendente e positiva.

A tese dos defensores de Lula chega a ser ridícula. Querem que a prisão dos condenados pela Justiça aconteça apenas depois do transito em julgado, isto é, depois de esgotados todos os recursos.

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Vários ministros combateram esta tese, citando os processos que levam de 15 a 20 anos de julgamento, quando são objeto de recursos até o tribunais superiores.

Estatísticas revelam que aguardar o trânsito em julgado será garantir impunidade aos corruptos, aos ladrões de colarinho braco, a estupradores e traficantes, que seriam beneficiários desse recurso inexistente na esmagadora dos países do mundo.

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A expectativa é de voto contrário ao habeas corpus no voto da presidente Carmem Lúcia. Neste caso, o pedido do ex-presidente será negado por seis votos contra cinco.

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