Team Brunel, da Holanda, vence etapa de Itajaí da Volvo Ocean Race

Compartilhe:

Os ventos fortes que empurraram os veleiros da Volvo Ocean Race com uma velocidade acima do esperado nas últimas semanas deixaram de soprar nesta terça-feira (3). Uma suave brisa marcou a chegada dos dois barcos que lideraram o 7º trecho da regata volta ao mundo – o holandês Team Brunel e o chinês Dongfeng – a Itajaí. Foram duas horas para cumprir as cinco milhas finais, desde que as velas despontaram no horizonte, até a linha de chegada.

Continua após a publicidade

A equipe Brunel foi a primeira a chegar a terra firme, após 16 dias, 13 horas e 40 minutos de travessia desde Auckland, na Nova Zelândia. O barco Dongfeng atracou com uma pequena diferença, de apenas 14 minutos.

Durante a madrugada, horas antes de atingir a linha final, os velejadores do barco chinês chegaram a pensar que seria possível ultrapassar os holandeses e chegar em primeiro lugar. Foi por muito pouco.

Continua após a publicidade

— É uma etapa muito dura, sempre é. Conseguíamos ver a vela do Brunel cada vez mais perto, mas não foi possível alcançar. Eles navegaram muito bem, lideraram por mais de 6 mil milhas — disse a velejadora Carolijn Brouwer, tripulante do barco chinês.

A rapidez com que as equipes cumpriram o trajeto surpreendeu até mesmo a organização, que previu a abertura oficial da Vila da Regata para quinta-feira à noite. Segunda-feira, um espaço foi reservado temporariamente ao público para que pudessem recepcionar os atletas.

O Molhe Sul também ficou lotado de pessoas que acompanharam a aproximação dos barcos. No mar, embarcações particulares deram as boas-vindas aos veleiros.

No trajeto de Auckland a Itajaí, os velejadores enfrentam o mar mais desafiador do planeta para contornar o Cabo Horn, no extremo Sul da América do Sul. Desta vez, as condições eram mais complicadas que nas últimas edições. Desde a Nova Zelândia, local de partida no dia 18 de março, os ventos eram fortes e exigiram muito dos atletas.

Continua após a publicidade

Bouwe Bekking, o velejador mais experiente da Volvo Ocean Race, com oito edições no currículo, disse que já experimentou condições ruins outras vezes, mas nunca por tanto tempo.

Aliado ao esforço físico, os atletas precisaram lidar com o desgaste emocional de perder um colega durante prova. A morte do britânico John Fisher, tripulante do barco SHK/Scallywag, tornou o trecho ainda mais difícil.

Continua após a publicidade

— Era um amigo pessoal. Nos leva a pensar em nossas famílias, e na responsabilidade que temos com nossas equipes — disse Bekking.

Em respeito a Fisher, a recepção em Itajaí foi mais discreta. A banda que acompanharia a chegada dos barcos foi dispensada, e os velejadores não abriram a champanhe que, tradicionalmente, recebem ao pisar em terra firme.

Continua após a publicidade

Mudança no ranking

A perna é considerada a mais difícil da regata, por isso vale o dobro de pontuação e mexe com as colocações no ranking geral. No momento, Dongfeng ultrapassou o espanhol Mapfre e aparece em primeiro lugar geral. Ainda é difícil, no entanto, prever como terminará o ranking até o final da Itajaí Stopover. Tudo vai depender da ordem chegada dos próximos barcos.

Continua após a publicidade

O Akzo Nobel, da brasileira Martine Grael, pode despontar ainda hoje a Itajaí. A previsão de chegada era para a noite de segunda – mas o horário dependerá da velocidade dos ventos que o barco terá pelo caminho.

Mapfre e Turn the Tide On Plastic tiveram problemas com velas e o mastro na etapa, resultado do mau tempo. Tiveram que reduzir a velocidade, e devem chegar no fim de semana.

Continua após a publicidade

Já a equipe Vestas enfrenta um desafio de logística para consertar o barco, que teve o mastro quebrado no Cabo Horn, a tempo de retomar a prova. Um novo mastro já foi encaminhado para Itajaí.

Leia mais publicações de Dagmara Spautz

Continua após a publicidade

Dois primeiros barcos da Volvo Ocean Race se aproximam da linha de chegada em Itajaí