Por Augusto Ittner, interino
A praia central de Balneário Camboriú amanheceu no feriado de 7 de setembro com uma nova infestação de algas e briozoários. Os organismos – que não fazem mal à saúde – chamaram a atenção de moradores e turistas que passaram pela cidade na sexta-feira. Logo nas primeiras horas da manhã, uma equipe da prefeitura já começou a remoção do material que, embora não traga riscos, ao ser exposto ao sol gera um mau cheiro quase insuportável.
Charrid Resgalla Junior, oceanógrafo e professor da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), explica que no caso desta sexta-feira, a arribada teve a predominância de algas e não de briozoários, como normalmente ocorre no verão.
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Agora, pesquisadores vão tentar descobrir o porquê do aparecimento dessas algas no inverno, quando normalmente as águas estão mais frias. Há o cultivo desses organismos em laboratório e o objetivo é descobrir agora suas exigências ambientais para entender o que estimula o crescimento e, como consequência, o aparecimento na faixa de areia e nas águas mais próximas à praia.
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No caso deste feriado, há algumas hipóteses como o sombreamento, falta de nutriente nas águas mais frias, porém nada confirmado, explica o professor Charrid. Há a possibilidade de que essas arribadas ocorram novamente durante este fim de semana, porém esse comportamento é instável.
– Assim aparecem, assim desaparecem – conta Charrid.
Universidade estuda esses organismos
Desde o início do ano uma parceria entre a Secretaria do Meio Ambiente de Balneário Camboriú e a Univali permitiu que profissionais iniciassem um estudo sobre o comportamento desses organismos marinhos na cidade, com o objetivo de localizá-los e entender o contexto dessas arribadas – quando diatomáceas e briozoários aparecem na praia. O primeiro aparecimento foi registrado em 2004 e nos últimos três anos ao menos duas arribadas de grande porte foram registradas no município.