A maioria das equipes do futebol que ficaram para a história sempre foram marcadas pela presença de craques. Mas no São Paulo, o técnico Muricy Ramalho preferiu exaltar o comprometimento de todo o grupo para alcançar a vitória desta quarta-feira sobre o Chivas, que classificou o clube para sua sexta final de Libertadores da América.
– O que faz a diferença é que temos um time obediente, que sabe o que quer – justificou o treinador, que não concorda com a teoria de que a defesa do pênalti do goleiro Rogério foi decisiva para a vitória contra os mexicanos.
– Time que é bom precisa ter sorte. O Rogério é um dos melhores do mundo e está lá para isso. A sorte vai atrás daqueles que são bons. Mas acho que mostramos superioridade nos 180 minutos – completou.
Segundo Muricy Ramalho, seu trabalho é bastante facilitado pelo interesse dos atletas em analisar os rivais.
– Tínhamos a radiografia do Chivas. Sabíamos todos os movimentos deles. Nosso time é interessante pois estuda o adversário. O Rogério sabia onde o Morales poderia bater o pênalti – lembrou.
Além disso, o comandante são-paulino louva o companheirismo entre os jogadores do São Paulo. Afinal, atletas que brilharam em outras equipes, como Aloísio, Lima e Alex Dias, evitam reclamar por ficar no banco.
– O jogador que entra no CT dificilmente quer sair de lá pois nosso ambiente é excepcional – disse Muricy Ramalho.
Mesmo com pouco tempo de São Paulo, o atacante Ricardo Oliveira já entendeu o espírito do elenco. Nesta quarta-feira, além do belo gol de cabeça, ele se esforçou muito para ajudar na marcação. Tanto que saiu de campo com um cartão amarelo e como um dos atletas que mais cometeu faltas.
– Foi doação total. Conversamos no vestiário de que não poderíamos poupar energias. Queríamos jogar essa final e agora vamos ver nosso adversário – explicou.