Um dia frustrante na praia, mas com encontro brasileiro no Souq Waqif

Repórter da NSC que está no Qatar relata dia na cidade de Al Wakrah

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Praia pública de Al Wakrah

Praia pública de Al Wakrah, na cidade de Al Wakrah, no Qatar (Foto: Carlos Rauen, NSC)

Talvez você já deva ter visto um vídeo daqueles de expectativa e realidade. Foi com esse sentimento que sai hoje da praia pública de Al Wakrah, na cidade de Al Wakrah, no Catar. Pelas redes sociais, imagens de tirar o fôlego e uma praia com certo movimento. Na realidade, um local de acesso ruim, já que o entorno está em obras, e uma praia completamente deserta.

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Cheguei no local perto das quatro horas da tarde, com o sol já se pondo. No espaço público da praia, apenas duas famílias, e muito vento. Sem nada para mostrar por ali, decidi sair. E aí tomei meu primeiro susto no Qatar: uma ventania gigante.

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Levantou areia e junto com o sol já se escondendo, parecia cena de filme. Aquelas em que a tempestade de areia começa a chegar e o mocinho não tem para onde correr. Ainda bem que o motorista de aplicativo chegou rápido.

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Al Wakrah Souq Waqif e o encontro com brasileiros

Diferente da badalada e iluminada Doha, Al Wakrah é uma cidade mais simples. O próprio Souq Waqif, o mercado público daqui, é muito diferente do de Doha. Em Doha, luxo e muitas lojas. Quase uma em cima da outra, já em Wakrah, bastante espaço. Poucas pessoas, mas tudo decorado para a Copa do Mundo.

Os preços são bons. Muito mais baratos que a área da Corniche, a beira mar de Doha. Um café expresso, que na Corniche pode passar dos 10 reais, em Wakrah estava por 7,50. Para comer, lanches a partir dos 15 reais já matavam a fome. Em uma das barraquinhas, um vendedor indiano me deu um suco de morango, de graça. Aqui as pessoas são bem amigáveis.

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No passeio pelo mercado, encontrei um casal de brasileiros, que mora em Doha há quatro anos. Alex e a Danile me explicaram que a essa receptividade é o que encanta por aqui.

— Aqui as pessoas são desse jeito. Um país muito bom para criar uma família, sem violência. É o que a gente espera. A cidade está bem mais movimentada, pessoal quer tirar foto com você. É só você sair com a camisa do Brasil. É muito bacana — explicou o mecânico de aeronaves.

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Estou confirmando na pele o que o Alex me falou. No nosso uniforme da NSC, carregamos uma bandeira do Brasil. E, todos que conseguem ver a bandeira passam pela gente e falam “Brasil!”

Nos próximos dias muitos brasileiros chegarão ao Qatar para ver a estreia da nossa Seleção. E, quando isso acontecer, todos vão poder sentir esse carinho do povo asiático.