Nova apuração do MP diz que não houve “saudação nazista” em São Miguel do Oeste

Pedido de arquivamento foi feito pela 40ª Promotoria de Justiça da Capital, que atua em crimes de ódio e preconceito

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Gesto ocorreu durante bloqueio de estradas

Gesto ocorreu durante bloqueio de estradas

A Vara Criminal de São Miguel do Oeste homologou a decisão do Ministério Público de Santa Catarina de arquivar a investigação sobre suposta apologia ao nazismo em gesto feito por manifestantes durante o bloqueio de estradas que se seguiu ao segundo turno das eleições. O pedido de arquivamento foi feito pela 40ª Promotoria de Justiça da Capital, que atua em crimes de ódio e preconceito.

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A promotoria especializada chegou à mesma conclusão de que não houve saudação nazista durante o protesto. O Ministério Público considerou que os manifestantes obedeceram a um convite do orador para que todos erguessem a mão em direção à bandeira do Brasil ou ao quartel do Exército para emanar energias – “o que é culturalmente comum na região, conforme informado pelas testemunhas, relacionado à manifestação religiosa e juramentos”, avaliou a Promotoria.

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“Em que pese o gesto realizado por algumas pessoas que participavam da manifestação possa ter sido (erroneamente, diga-se de passagem) interpretado como semelhante a saudação nazista “Sieg Heil”, a minuciosa e diligente investigação realizada pelos integrantes do Gaeco Regional de São Miguel do Oeste não revelou qualquer indício no sentido de que os manifestantes praticaram, promoveram, induziram ou incitaram a discriminação ou preconceito de raça”, sustentou o promotor de Justiça Rodrigo Millen Carlin no pedido de arquivamento.

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A apuração ouviu 12 testemunhas e teve apoio do Gaeco, do Centro de Apoio Operacional Criminal e de Segurança Pública (CCR) do MPSC, e foi acompanhada pela A OAB nacional. De acordo com o Ministério Público, além de vídeos e fotos da manifestação foram analisados “ritos religiosos de diferentes crenças e outras cerimônias para se concluir que o gesto dos manifestantes estava relacionado a cultos, missas e a rituais de juramentos, como o prestado à Bandeira Nacional em escolas e órgãos públicos em atos cívicos, ou mesmo em formaturas”.

A Confederação Israelita Brasileira e a Embaixada da Alemanha no Brasil se manifestaram, após o ocorrido, cobrando das autoridades de SC que investigassem o caso.