Censo 2022 mostra que economia diversificada puxa crescimento demográfico de SC

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Foto: Jessé Giotti, NSC, BD

Prévia do Censo 2022, divulgada nesta quarta-feira (28), com 92,8% da população de Santa Catarina recenseada, mostra que o crescimento demográfico de 24,23% do Estado nos últimos 12 anos, o terceiro maior do país, foi puxado pela diversificação econômica. O mesmo motivo influencia maior litoralização da densidade populacional catarinense.  

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Segundo os dados do IBGE, Santa Catarina tem 7.762.154 habitantes, 4,61% a mais do que o estimado para 2022 pelo instituto, que era de 7,420 milhões. O Censo de 2010 registrou 6.248.436 moradores no Estado.

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De acordo com o superintendente do IBGE em Santa Catarina, Roberto Kern Gomes, a economia foi preponderante no crescimento demográfico catarinense e também do Mato Grosso, segundo estado com maior expansão demográfica do país.   

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No caso mato-grossense, foi a agropecuária que impulsionou o crescimento de 24,68% da população, que chegou agora a chegou a 3.784.239. Roraima com alta de 40,91%, liderou crescimento populacional no Brasil e somou 634.805 habitantes. A causa principal foi a imigração vinda da Venezuela.

Para o superintendente do IBGE, a economia forte em diversas regiões e a boa distribuição geográfica influenciam na atração de pessoas de outros estados e países, o que ajudou no forte crescimento de SC. O Estado conta com polos econômicos regionais como o metalmecânico no Norte, tecnologia, turismo e logística no litoral, cerâmica no Sul, têxtil e tecnologia no Vale do Itajaí, agronegócio no Oeste, setor moveleiro no Planalto Norte, setor madeireiro, de celulose e papel no Planalto Serrano.

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– Temos uma economia bastante distribuída, uma população bastante distribuída e a economia diversificada. São esses três fatores que acabam atraindo migrantes de outros estados. Soma-se a isso a questão do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) bastante alto, baixa criminalidade, alto índice de alfabetização entre crianças e baixo analfabetismo dos adultos. São vários indicadores que acabam fazendo com que o Estado tenha uma atratividade para pessoas de outros estados – analisa Roberto Kern Gomes.

Apesar da boa distribuição da população em seu território, Santa Catarina registra uma litoralização da densidade demográfica, puxada pela dinâmica da economia. O Estado conta com 14 cidades com mais de 100 mil habitantes e, dessas, apenas duas estão no interior: Chapecó e Lages.

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O trio das maiores cidades segue o mesmo. Joinville lidera, agora com 617.979 habitantes, 19,93% mais do que em 2010. Em segundo vem Florianópolis, com 574.200 moradores, 36,31% mais em relação há 12 anos e, em terceiro lugar segue Blumenau, com 363.340 habitantes, 17,58% mais na mesma comparação.

Itajaí avançou para a 4ª posição entre as maiores cidades de SC graças à força econômica portuária e do turismo, passando São José para a 5ª posição. E Palhoça, que estava em décimo lugar, avançou para o sétimo lugar. Chapecó continua em sexto lugar e Jaraguá do Sul, na nona posição.

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Essas 14 cidades com mais de 100 mil habitantes têm economias diversificadas e qualidade de vida, que são atrativos para seguirem crescendo. Dessas, estão na faixa do litoral Joinville, Florianópolis, Blumenau, Itajaí, São José, Palhoça, Criciúma, Jaraguá do Sul, Brusque, Balneário Camboriú, Tubarão e Camboriú.

Entre as cidades que sofrem mais com redução do número de moradores em SC estão as menores, do interior, que não têm grandes empresas, principalmente indústrias.

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São os casos de Santa Cecília, no Planalto Norte, que agora tem 15.247 moradores, 8,92% a menos do que em 2010, e Porto União, que está com 32.190, uma retração de 3,9% ante 12 anos atrás.

Para quem observa a dinâmica da economia catarinense, esse movimento de litoralização vai continuar, mas o Estado seguirá com economia forte em todas as regiões. Isso porque oferece condições de matérias-primas, insumos e logística para sediar grandes empresas em todas as regiões, conforme projetos já instalados ou em andamento.

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