Casos de diarreia sobem em Florianópolis e UPA Norte lidera atendimentos da epidemia

Em menos de 24 horas, mais de 150 pessoas buscaram ajuda médica por conta da doença

Compartilhe:
UPA Norte

UPA Norte, no bairro Vargem Grande, concentrou casos da epidemia de diarreia (Foto: Juan Todescatt/NSC)

Os casos de diarreia em Florianópolis nos últimos dias subiram para 738 neste sábado (7). A cidade vive uma epidemia da doença desde sexta-feira (6), quando anunciou o crescimento exponencial do quadro clínico que afeta moradores e turistas. Cerca de 75% dos pacientes foram atendidos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Norte da Ilha de Santa Catarina.

Continua após a publicidade

Saiba como receber notícias de Florianópolis no WhatsApp

Em menos de 24 horas, mais de 150 pessoas buscaram ajuda médica nas unidades municipais, segundo a prefeitura da Capital. O número representa uma alta de 25% dos casos de diarreia em apenas um dia.

Continua após a publicidade

No começo da tarde deste sábado, a UPA Norte registrou fila para atendimentos e aglomeração na frente da entrada do prédio. O repórter Juan Todescatt, da NSC TV, esteve no local e conversou com pessoas que aguardavam por pelo menos duas horas para receber atenção médica. De acordo com ele, os relatos são semelhantes: dores abdominais, diarreia e náusea.

Infecções e diarreia: saiba as consequências de entrar em mar impróprio para banho

A UPA Norte, no bairro Vargem Grande, tem sido a mais procurada pelos doentes e já atendeu 558 pacientes com os mesmos sintomas, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. A unidade é o principal local de atendimento para todo o Norte de Florianópolis. Além da população residente, na alta temporada a região concentra muitos turistas que buscam os balneários mais famosos da capital, como Jurerê e Canasvieiras.

Os outros 180 casos que chegaram aos médicos do município foram registrados na UPA Sul, localizada no bairro Rio Tavares. Até o momento, a UPA do Continente não recebeu pacientes com sintomas da epidemia.

Continua após a publicidade

Culpar o IMA por praias impróprias em SC é jogar problema para debaixo do tapete

A secretaria diz que, até agora, a maioria dos casos são leves, mas ainda não confirmou qual a causa da epidemia. A prefeitura está pesquisando algumas hipóteses, entre elas estão alimentação, sol e calor em excesso e água contaminada.

Continua após a publicidade

Praias do Norte de Florianópolis têm pior início de verão para banho em 21 anos

Como evitar ser acometido pela epidemia de diarreia:

  • Lavar as mãos com água e sabão ou solução antisséptica frequentemente;
  • Beber água tratada acondicionada em embalagens lacradas ou de fonte segura;
  • Avaliar se os alimentos foram bem cozidos, fritos ou assados;
  • Evitar o consumo de preparações culinárias que contenham ovos crus;
  • Evitar frutas e verduras descascadas ou com a casca danificada;
  • Evitar o consumo de alimentos vendidos por ambulantes não credenciados;
  • Não se banhar ou frequentar a areia em praias consideradas impróprias para o banho;
  • Não se banhar ou frequentar a areia em regiões próximas a saídas de rios ou córregos;
  • Não consumir água do mar;
  • Evitar levar animais à praia.

Leia também

Virose: saiba quais são os sintomas, qual o tratamento e como prevenir

Continua após a publicidade

SC tem “boom” de casos de dengue com crescimento de 335% em um ano

Balneário Camboriú, Itapema e Bombinhas iniciam ano com 28 das 32 praias impróprias, diz IMA