Surto de diarreia sem precedentes atinge litoral de SC e intriga especialistas

Apenas a região Sul não registra alto número de casos da doença

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praia em florianópolis

Florianópolis está com 73,56% das praias adequadas para banho (Foto: Tiago Ghizoni)

O surto de diarreia sem precedentes, que atinge Santa Catarina nesta temporada de verão, é registrado na maior parte do litoral do Estado, com exceção apenas da região sul. Oito cidades turísticas, que recebem milhares de pessoas nesta época do ano, foram surpreendidas com o aumento no número de casos da doença nas três últimas semanas. Os dados são da Diretoria de Vigilância Epidemiologista do Estado (Dive).

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Florianópolis, Balneário Camboriú, Bombinhas, Navegantes, Penha, Balneário Piçarras, Porto Belo e Itapema registraram crescimento nos dados. A Capital, que decretou epidemia no início deste ano, lidera a lista com mais de 1,5 mil casos.

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Ainda não há confirmação do que teria ocasionado a situação nas cidades. Segundo especialistas ouvidos pelo Diário Catarinense, a suposição é de que os causadores principais do surto de diarreia nas cidades estariam na água e alimentos contaminados por microrganismos, que com a chegada do verão se proliferam com mais facilidade.

Apesar de a diarreia ser uma doença habitual, os números das últimas semanas extrapolam os dados anteriores na mesma época do ano. Apenas a cidade de Florianópolis, hoje em epidemia de diarreia, já havia registrado situação de surto, em 2016, quando o causador principal foi o norovírus.

Surto de diarreia em SC: veja causas, sintomas e tratamento

Julimar Pivatto, natural de Blumenau, estava com amigos e família de férias em Penha, no Vale do Itajaí. Das oito pessoas que dividiam uma casa, sete tiveram sintomas de diarreia no início de 2023, duas com vômito e enjoo simultaneamente. Por esse motivo, o grupo precisou antecipar o fim da folga.

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— Foram de dois a três dias com sintomas. Estávamos indo todos os dias no mar, mas tomando apenas água mineral ou filtrada para beber, cozinhar e fazer café — explica.

Gabriel Piva Pauli, paranense de férias em Florianópolis, também foi infectado. Ele e mais três amigos chegaram na Capital em 27 de dezembro e, cerca de dois dias depois, os sintomas já começaram a aparecer. Na casa, apenas ele registrou a infecção.

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Já Camila França, que veio de São Paulo para a Grande Florianópolis, precisou procurar um hospital após sintomas de vômito e diarreia. Ela chegou em Governador Celso Ramos no dia 4 de janeiro e sentiu a infecção após quatro dias, quando acordou de madrugada já com vômito. Na casa dos pais com o marido, a autônoma de 25 anos precisou ficar três dias de repouso.

— Acordei lá pelas 4h e vomitei umas quatro vezes. Antes disso fiquei na praia de Governador Celso Ramos. Depois de mim, ainda meus pais e irmã também precisaram ir ao hospital — conta.

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Entenda os sintomas de diarreia

Os sintomas de diarreia aguda vêm acompanhados, geralmente, de enjoo, vômito, dor na barriga e barriga distendida. Assim como sinais de desidratação: olho, boca e pele secos, febre e sintomas de desmaio.

Quando as fezes estiverem acompanhados de sangue ou muco, um médico deve ser procurado urgentemente, conforme orientam especialistas.

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Transmissão

  • Redobrar as medidas de higiene para evitar a reinfecção
  • Evitar água e alimentos de origem duvidosa
  • Checar praias próprias para banho
  • Evitar aglomerações
  • Fazer higiene adequada
  • Higienizar as mãos
  • Manter hidratação

Conforme o médico especialista em gastroenterologia Nelson Silveira Cathcart, em casos em que a diarreia esteja acompanhada de vômito e o paciente não consegue segurar nenhum tipo de comida no estômago, é necessário que um hospital seja procurado antes que o quadro se agrave.  

— Não é recomendado utilizar remédios para trancar as fezes. Se for uma infecção bacteriana, a situação pode piorar — explica.

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O que não comer

  • Leites e derivados
  • Cafeína e derivados (incluindo chá verde e preto e chimarrão, por exemplo)
  • Alimentos gordurosos
  • Doces e chocolates
  • Bebidas gasosas e alcoólicas

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