Inseto misterioso que causou infestação no Litoral Sul de SC é desvendado por laboratório

Banhistas tiveram que deixar praias às pressas no domingo (5) devido ao inseto

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Tripes é comum como praga em plantações no interior (Foto: PMT/Divulgação)

O inseto que causou uma infestação em cidades do Litoral Sul de Santa Catarina no último domingo (5) é conhecido como tripes, da ordem Thysanoptera. A identificação foi feita pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Estado do Rio Grande do Sul (Lacen-RS), onde a revoada dos pequenos bichos também expulsou banhistas das praias, em especial no município de Torres, na divisa entre os dois estados.

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O resultado da investigação preliminar foi divulgado pela prefeitura de Torres nesta quarta-feira (8). A gestão do município gaúcho destacou que o tripes é comum em plantações, onde surge como praga, e não causa problemas significativos à saúde humana. Na ocasião da recente infestação no Litoral catarinense, moradores relataram irritação e coceira ao terem contato do inseto com a pele.

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A prefeitura de Torres também acrescentou que uma das hipóteses levantadas até aqui para explicar a presença incomum do inseto no litoral é a pressão causada pela estiagem no interior gaúcho. O tripes precisa de água e de alta umidade para sobreviver, por isso teria feito a revoada ao litoral.

Uma outra hipótese tida até então pelos técnicos do Lacen-RS é de que o baixo volume de chuvas recente provocou a eclosão de muitos ovos, o que causou uma rápida infestação dos insetos.

Em Santa Catarina, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) afirmou que, após contato do Diário Catarinense, obteve a confirmação sobre a infestação no Sul do Estado, mas que não investigará o ocorrido ao menos por enquanto. Eventuais apurações ficariam a cargo dos próprios municípios.

A Vigilância em Saúde de Passo de Torres, último município do Litoral de Santa Catarina antes de chegar à cidade gaúcha de Torres, já na divisa com o Rio Grande do Sul, informou à reportagem que o inseto identificado pelo Lacen-RS é o mesmo que protagonizou a infestação no lado catarinense da região.

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— No Rio Grande do Sul, foi atingido do município de Torres até Arroio do Sal. E, em Santa Catarina, foi até Araranguá — disse o fiscal sanitarista Fábio Silveira, de Passo de Torres, à reportagem.

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