Doença do beijo e outras: Veja como cuidar da saúde no Carnaval

Especialistas explicam ao NSC Total como proteger seu corpo de enfermidades e contusões

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Carnaval

(Foto: Diorgenes Pandini/Arquivo DC)

A chegada do Carnaval em fevereiro implica atenção à saúde. A falta do uso de preservativos em relações sexuais, uso excessivo de álcool e drogas, exposição ao sol e à aglomerações, ignorar a importância da hidratação, da alimentação saudável, do alongamento e do uso de calçados confortáveis podem trazer dores de cabeça muito maiores que os de uma simples ressaca.

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Profissionais da saúde acendem o alerta: é preciso prestar atenção no corpo e se divertir com responsabilidade. Pensando nisso, o NSC Total conversou com especialistas que explicam como aproveitar as festividades conscientemente.

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Doenças podem ser transmitidas com facilidade

Relações sexuais desprotegidas podem transmitir infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). As mais comuns são a gonorreia, as hepatites A, B, e C, sífilis, herpes genital, HPV e HIV. 

Uma dessas enfermidades é a “doença do beijo”, nome popular para a mononucleose infecciosa, causada pelo vírus Epstein Baar Vírus, da família da herpes vírus. Ela pode ser transmitida por gotículas e por secreções sexuais. A médica infectologista e professora do Instituto de Educação Médica (Idomed), doutora Ellen Dellaspora, conta que a população jovem e adulta tem maior risco de contrair essa virose e que ela pode ser assintomática ou apresentar sintomas como febre, dor ao engolir, fraqueza e mal-estar. 

– Os sintomas duram, em média, duas semanas, mas a fadiga pode perdurar por meses. Na fase aguda da doença, pode-se utilizar medicamentos sintomáticos com anti-inflamatórios não esteroidais e analgésicos comuns na vigência de dor ou febre

Gripes e outras viroses também podem ser potencializadas por conta das aglomerações. Uma dica da médica para evitar contrair doenças desse tipo é cuidar da alimentação e da hidratação para manter a imunidade alta. Beber bastante água e comer alimentos saudáveis é fundamental.

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O balancê, balancê, pode machucar você…  

“Tira o pé do chão!”. Se você for em um bloquinho de Carnaval, com certeza vai escutar essa frase. Não existe folia carnavalesca sem pulos, danças e samba. É a essência da festa. Mas, até para sacudir o corpo, é preciso ter toda a cautela para prevenir lesões. O fisioterapeuta e professor de Fisioterapia da Estácio, Alexandre Castelo, alerta que os membros que mais estão expostos a possíveis ferimentos são os que mais utilizamos. 

– Considerando que nossas pernas sustentam o peso do nosso corpo, é comum ocorrerem lesões em tornozelos e joelhos. Além disso, a coluna, em especial, o segmento lombar, também costuma pagar um preço alto.

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Para evitar desconfortos, o docente aconselha os foliões a optarem por calçados confortáveis, que possam amortecer os impactos nas articulações, para evitar danos. Ele também orienta que é importante alongar antes de curtir.

– Antes de sair de casa, é indicado realizar exercícios de alongamento da coluna e dos membros inferiores, como coxas, pernas e pés. Isso vai ajudar bastante a minimizar lesões. Reservar 30 minutinhos e realizar esse alongamento, sem dúvidas, protege nosso corpo e evita dores e desconfortos depois de um dia intenso de comemoração.

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O profissional também dá outro conselho. Um que já conhecemos:

– Outra dica importante é não esquecer de beber bastante água, já que a hidratação é essencial para o bom funcionamento de nossos músculos e ossos.

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