De família de investidores, chef gaúcho enaltece culinária manezinha da qual é fã

Igor Krupp criou prato em homenagem a tradição manezinha

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igor reportagem 350 anos de Floripa

Igor é gaúcho de Porto Alegre e se formou em jornalismo nos anos 90 (Foto: Tiago Ghizoni/NSC Total)

A família Krupp é de uma linhagem de inventores. Segundo Igor, o mais novo, o avô foi um dos responsáveis pela tecnologia de muitos cortadores de grama. Já o pai dele estaria por trás do acendedor elétrico de fogões. Em muitas das casas do país, há um pouco dos Krupp. Mas o último na geração citada não deixou de lado a criatividade. Juntou o que ouviu das amigas manezinhas da sogra com seus conhecimentos culinários para criar um prato que homenageia Florianópolis. Ele é só mais um dos muitos que saem da cabeça do chefe de cozinha com voz de locutor de rádio. 

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Igor é gaúcho de Porto Alegre e se formou em Jornalismo nos anos 1990. Trabalhou em rádios pelo estado vizinho até que, em 2005, foi estudar gastronomia na França. A paixão e gosto por cozinhar também podem ser consideradas heranças da família. Via mãe preparar banquetes e se animava com aquilo. 

Quando voltou ao Brasil, Florianópolis entrou em sua rota de visitas que se tornaram constantes. Ele conta que um dia, encantado com o sabor das ostras, almoçou o prato em cinco restaurantes diferentes no mesmo dia. 

Um pouco de ostra in natura, ao bafo, gratinada. Todas as formas como o molusco foi servido agradaram o chef. 

Quando decidiu se mudar para cá e passou a trabalhar em um restaurante, que mesmo longe do mar geograficamente (fica no meio da SC-401), serve mexilhões, ostras, polvo e camarão em suas opções de entradas e pratos principais. 

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O homem alto se move pela cozinha do restaurante sem que o nada o atrapalhe. É como ver alguém dançar, assistir Igor na frente fogão num contorcionismo para cuidar do tempo de preparo de ingredientes espalhados em três panelas. Corta aqui, joga li, tempera de lá. E voilá: fica pronta mais uma porção de dazumbanho — prato que criou para o aniversário de Florianópolis e que está no menu do restaurante onde é chef. 

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O prato tem como elemento central uma estopa de peixe, que é uma forma de servir o produto mais desfiadinho. É um jeito clássico da culinária manezinha e que caiu em desuso. Quem contou sobre essa receita foram amigas da sogra do chef, que lembraram de preparar o alimento assim na infância. 

Para dar formato de disco, ele adiciona ao peixe um pouco de batata. O prato tem ainda um suflê de cenoura, que na composição lúdica proposta por Igor, representa as dunas de areia como as da praia da Joaquina. 

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Tem também berinjelas marinadas na cerveja, que representam os costões de pedra encontrados por tudo que é praia. Uma espuma de caipirinha completa o prato. Ele foi feito com cachaça do Ribeirão da Ilha e foi colocada para lembrar das ondas do mar. 

O prato feito pelo chef ajuda a entender a Florianópolis dele. Tem um muito do mar de Canasjurerê (partet final do bairro Canasvieiras e início de Jurerê) onde ele gosta de acompanhar os pescadores e onde escolheu viver. Tem também o Ribeirão da Ilha, na outra ponta da cidade, onde ele come ostras dos produtores locais. É também a SC-401, onde está o Danko, restaurante em que ele trabalha. 

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Mais de 53 mil gaúchos vivem em Florianópolis 

Igor faz parte dos 53 mil gaúchos que moravam em Florianópolis quando os recenseadores do Instituto Brasileiiro de Geografia e Estatística (IBGE) bateram às portas dos moradores de Florianópolis atrás de informações para compor o Censo de 2010. 

Apesar de já ter prévias do Censo de 2023, o IBGE ainda não diferenciou os dados de quantas pessoas de foram moram aqui atualmente. O que já foi divulgado é que a população cresceu. Conforme dados divulgados até março, são 574.200 mil com DDD 48.  

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Segundo o dado da Florianópolis de 12 anos atrás, a população de 421.240 habitantes era formada em sua maioria por catarinenses (293.262) e depois por quem veio de outros estados para cá. Gaúchos (53.476), paranaenses (22.363), paulistas (19.624), cariocas (7.988) e estrangeiros (4.622). 

De lá para cá a cidade cresceu e a estimativa do IBGE é que vivam aqui agora 574.200 mil pessoas moram aqui. 

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Floripa 350 anos 

A história de Igor faz parte do projeto Floripa 350 anos, que celebra o aniversário da cidade. De março até dezembro serão contadas histórias sobre a cidade para celebrar a cultura, história e também sobre como Florianópolis cresceu ao longo dos anos. 

Veja o vídeo “Quantas Florianópolis cabem aqui?”

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