Blumenau tem volta às aulas com salas vazias na rede estadual cinco dias após ataque

Na João Widemann, na Itoupava Norte, estimativa é de que apenas 20% dos estudantes tenham ido ao colégio nesta manhã, informou uma funcionária

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Escolas vazias em Blumenau

(Foto; Patrick Rodrigues, Santa)

O primeiro dia de aulas após o ataque que tirou a vida de quatro crianças em uma creche de Blumenau foi de salas praticamente vazias em escolas estaduais da cidade. Após a suspensão do atendimento por causa da chacina, o retorno às atividades nesta segunda-feira (10) deixou claro o medo de pais e alunos. Ao menos quatro colégios contaram ao Santa não ter recebido nem metade dos estudantes matriculados nesta manhã.

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— A preocupação é geral, dos pais — conta a diretora de uma das unidades.

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Na escola Elza Pacheco, na Vila Nova, a Polícia Militar acompanhou a entrada dos alunos no começo do dia para dar mais seguranças às crianças e aos profissionais. Em sala de aula, porém, poucos estudantes. São aproximadamente 350 crianças e adolescentes por período na unidade, mas o que se viu neste começo de semana foi cerca de 60, conta uma funcionária.

Em vez de conteúdo, o trabalho foi de acolhimento.

Na escola Max Tavares do Amaral, na Itoupava Norte, uma realidade bem parecida. Dos 420 alunos esperados, apenas 150 compareceram. No Santos Dumont, no bairro Garcia, a estimativa é que apenas 40% dos estudantes foram às salas de aula nesta manhã. No João Widemann, na Itoupava Norte, esse percentual é de 20%, conforme a equipe do colégio.

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Os profissionais dos colégios consultados pela reportagem contam que os pais ainda estão temerosos e cobram por mais segurança. Em outra escola, o relato é de que os próprios profissionais estão com medo e esperam, ao menos, vigilantes na portaria para aumentar a sensação de segurança.

A diretora de uma das unidades frisa que o cenário já era esperado diante da brutalidade do ataque da semana passada. Além de acolher os alunos, ela diz que os professores estão orientados a não começar novos conteúdos, nem fazer provas e ainda abonar as faltas. São medidas paliativas enquanto esperam que as famílias voltem a sentir segurança.

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A Secretaria de Estado da Educação disse que só terá um levantamento sobre as abstenções nessa segunda-feira ao fim do dia. Frisou que “a segurança da comunidade escolar é uma das prioridades da gestão. As escolas da rede estadual possuem cerca de 4 mil câmeras de vigilância no pátio e entrada que armazenam imagens por, no mínimo, 60 dias, além de sensores”.

Blumenau tem 33 escolas estaduais. Juntas eles somam aproximadamente 23 mil estudantes.

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Veja também: Prevenção a ataques como o de Blumenau exige ir além do senso comum

Férias na rede municipal

As escolas e creches municipais — aquelas vinculadas à prefeitura — estão de férias. A decisão foi anunciada no fim de semana e tem por objetivo dar tempo para o governo reforçar a segurança nas unidades. A volta às aulas está programada para o dia 17 de abril.

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— Estamos efetivamente preocupados com a segurança das nossas crianças, adolescentes, famílias e também profissionais da educação. Diante da incerteza da contratação de uma empresa de segurança para que a gente possa colocar profissionais em cada uma das nossas unidades educacionais, e a implementação de outras medidas anunciadas, definimos que estaremos dando férias — afirmou o prefeito Mário Hildebrandt.

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