Dez membros de grupo neonazista flagrado em SC têm prisão decretada

Os 10 integrantes do grupo estavam soltos desde o início de abril com o uso de tornozeleira eletrônica

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Encontro anual de neonazistas aconteceu em sítio na Grande Florianópolis e oito homens foram presos em novembro de 2022 (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

O grupo de Santa Catarina acusado de disseminar ideias neonazistas está novamente preso. Oito dos 10 integrantes foram flagrados em uma operação da Polícia Civil em novembro do ano passado, em São Pedro de Alcântara, e soltos com uso de tornozeleira eletrônica no início deste mês. Eles tiveram a prisão preventiva decretada e respondem por integrar organização criminosa transnacional, apologia ao nazismo e racismo.

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Saiuri Reolon, Rafael Romann, Miguel Angelo Gaspar Pacheco, Laureano Vieira Toscani, João Guilherme Correa, Julio Cezar de Souza Flores Júnior, Igor Alves Vilhaça Padilha, Gustavo Humberto Byk, Fabio Lentino e Rodrigo de Jesus Tavares são apontados como membros de uma “filial” brasileira de uma organização suprematista internacional e grupo de “skinhead neonazista”.

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Grupo neonazista de SC recrutava jovens de outras células

A primeira fase da operação prendeu oito pessoas em novembro de 2022. A segunda fase, que ocorreu no início de abril, prendeu outros dois homens em Caxias do Sul, na serra gaúcha. Todos parte do mesmo grupo. Logo depós, porém, por decisão judicial, todos os 10 foram soltos, mas voltaram a ser presos na última semana.

“Nazistas têm se sentido mais à vontade para agir”, diz especialista

Conforme o delegado responsável pelo caso, Arthur Lopes, as prisões ocorreram na última semana na casa e local de trabalho dos acusados, que foram localizados em anta Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e em Minas Gerais.

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A investigação apurou, conforme divulgado pelo NSC Total, que eles tinham regras internas, hierarquia e pagamento de mensalidades. Junto com as prisões, foram apreendidos também materiais do grupo como celulares e computadores.

O que diz a defesa dos acusados

Segundo o advogado Luís Eduardo de Quadros, defensor de oito dos dez acusados, as “decisões judiciais devem ser respeitadas”. A nota ainda aponta que “Eventual entendimento diverso deve ser objeto de contestação pelos meios e nas instâncias competentes. A defesa técnica estuda viabilidade de rediscussão da matéria em Brasília”.

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A advogada Daiane de Oliveira, que representa os dois acusados presos no Rio Grande do Sul, informou que está ciente da decisão judicial e que irá encaminhar a posição da defesa na manhã desta terça-feira (25).

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