Governo de SC vai focar em obras prioritárias para repasses do Plano 1000, diz secretário

Anúncio foi feito pelo secretário da Casa Civil, Estêner Soratto, durante audiência pública na manhã desta terça-feira (30)

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Em Blumenau, obra foi paralisada

(Foto: Patrick Rodrigues/Santa)

O repasse de recursos prometidos pelo Plano 1000 será feito, em um primeiro momento, para obras consideradas prioritárias pelo governo estadual. O anúncio foi feito pelo secretário da Casa Civil, Estêner Soratto, durante audiência pública na manhã desta terça-feira (30) na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), que discutiu o repasse, transferências especiais e convênios às cidades catarinenses.

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De acordo com o secretário, em 2023 o Estado terá de pagar R$ 2,3 bilhões em transferências voluntárias. Para cumprir com o acordo, o governador Jorginho Mello (PL) deverá visitar nos próximos 45 dias todas as regiões do Estado, a fim de definir com os prefeitos quais as obras prioritárias que serão contempladas com os recursos e que podem ser pagas com o que tem disponível em caixa.

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— Será decidido em conjunto o que é prioridade e o que o caixa do Estado permite pagar, e aquilo que pode esperar, como uma obra que não é estruturante. Agora, uma ponte que liga dois bairros estaria entre as prioridades — explica.

Cidades de SC cobram R$ 3,2 bilhões de obras paradas do Plano 1000; veja valores de cada uma

O secretário também usou o espaço para relembrar que o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) orientaram pela suspensão do Plano 1000 às prefeituras, alegando que não havia um controle daquilo que estava sendo pago.

— Prometeram muito mais que o caixa do Estado poderia suportar em 2023 — explica.

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Deputados pedem conclusão das obras

Durante a audiência, deputados pediram que o Estado ao menos auxilie na conclusão de obras que já foram iniciadas. Para isso, a Comissão de Assuntos Municipais entregou ao governo o levantamento das melhorias que estão paradas à espera de recursos.

Os municípios de Santa Catarina cobram juntos até R$ 3,2 bilhões do governo do Estado para retomar os trabalhos que tinham promessa de contar com repasses do suspenso Plano 1000.

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— Vamos tratar das obras que estão em andamento. Concordamos que aquelas que foram feitas licitações e não deu início, podem ser discutidas em outro momento — pontuou o deputado Tiago Zilli, presidente da Comissão.

Além disso, a presidente da  Federação de Consórcios, Associações de Municípios e Municípios de Santa Catarina (Fecam), Milena Anderson, alegou que o repasse de recursos deve ser mais célere.

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— A resposta do governo do Estado é que existirão duas formas de fazer a compensação: usando os rendimentos com aplicações financeiras, e quando o valor contratado com o município ser menor que o valor aprovado. A ação é positiva, mas precisamos avaliar o prazo e o cronograma para que isso aconteça — diz.

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