O departamento jurídico do Avaí sabe que vai ter trabalho e já prepara a defesa do atacante Denílson pela expulsão na partida contra o Atlético-GO, no último sábado. O que dificulta o trabalho é o relato do árbitro na súmula do jogo. Além do palavrão, motivo do cartão vermelho, a reação do jogador foi registrada como “cabeçada” pelo árbitro Arthur Gomes Rabelo.
Avaí teve semana de cobranças internas
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“Expulsei de forma direta o atleta Denilson Pereira Junior, nº 09, da equipe Avaí, por após a marcação de um tiro livre direto contra sua equipe, cometida por ele, dizer para o árbitro as seguintes palavras: “vai tomá no c*”. Após a expulsão o mesmo se dirigiu ao árbitro em tom de confrontamento e desferiu uma cabeçada no mesmo acertando na altura da testa, sendo contido por seus companheiros logo em seguida.”
Eliminatórias da Copa do Mundo? Já? Ainda nem posso lembrar da Croácia…
O Código Brasileiro de Justiça Desportiva prevê pena duríssima para agressões contra árbitros, com punição mínima de 180 dias. É o artigo 254-A.
254-A. Praticar agressão física durante a partida, prova ou equivalente. PENA: suspensão de quatro a doze partidas, provas ou equivalentes, se praticada por atleta, mesmo se suplente, treinador, médico ou membro da comissão técnica, e suspensão pelo prazo de trinta a cento e oitenta dias, se praticada por qualquer outra pessoa natural submetida a este Código.
I — desferir dolosamente soco, cotovelada, cabeçada ou golpes similares em outrem, de forma contundente ou assumindo o risco de causar dano ou lesão ao atingido;
Se a ação for praticada contra árbitros, assistentes ou demais membros de equipe de arbitragem, a pena mínima será de suspensão por cento e oitenta dias.
A defesa do Avaí se baseia na descaracterização da cabeçada relatada na súmula e na tentativa de demonstrar que a “fúria” de Denílson ocorreu devido a erro do próprio árbitro. Além disso o Avaí considera que o palavrão não foi para o árbitro e sim pela frustração pela jogada perdida e o erro da arbitragem.
O julgamento de Denílson no STJD ainda não está marcado.
