TJSC notifica ex-chefe da Floram e envolvidos em escândalo de propina em Florianópolis

Felipe Pereira foi filmado em 2022 recebendo R$ 50 mil em propina para liberar uma construção irregular

Compartilhe:
Vídeo mostra negociação para pagamento de propina em Florianópolis

Vídeo mostra pagamento de propina em Florianópolis (Foto: Reprodução)

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) notificou nesta segunda-feira (16), o ex-chefe de fiscalização da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram), Felipe Pereira, e outros quatro suspeitos de cobrar propina para liberação de obras irregulares em Florianópolis. A notificação serve para que eles apresentem defesa prévia antes de o Tribunal decidir se aceita a denúncia feita pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Os suspeitos podem responder por, no mínimo, quatro crimes.

Continua após a publicidade

Receba notícias de Santa Catarina pelo WhatsApp

Entre os cinco denunciados pelo MPSC estão Felipe e mais três ex-servidores comissionados em cargos de chefia na Floram e um ex-secretário-adjunto de Habitação e Desenvolvimento Urbano (SMDU) de Florianópolis. As informações são do g1.

Continua após a publicidade

Prefeitura de Florianópolis é alvo de operação por suspeita de propina para embargo de obras

Relembre o caso

Em setembro, o ex-chefe de fiscalização da Floram, Felipe Pereira, foi preso preventivamente suspeito de cobrar propina para liberação de obras irregulares na Capital.

Felipe Pereira foi filmado em 2022 recebendo R$ 50 mil em propina para liberar uma construção irregular. Segundo as investigações, os fiscais esperavam as obras atingirem avançado estado de construção para, só então, cobrar a propina dos responsáveis pelos imóveis, sob pena de demolição. Dessa forma, os construtores teriam um prejuízo consideravelmente menor se submetendo ao pagamento de propina do que caso a construção fosse demolida.

O inquérito policial demonstra que um dos construtores que denunciaram o esquema teria questionado Pereira sobre o motivo de a Floram ter deixado a construção, que estaria irregular, chegar na fase final de fiscalização. O ex-fiscal respondeu que deixou a obra chegar na fase final “pois assim você vende diversas unidades e dificilmente vai desistir de concluir o empreendimento”.

Continua após a publicidade

Os cinco denunciados

Cinco servidores e ex-servidores públicos foram denunciados pelo Ministério Público:

  • Rodrigo Djarma Assunção, ex-secretário-adjunto da SMDU;
  • Nei João da Silva, ex-diretor de fiscalização da SMDU;
  • Fernando Berthier da Silva, ex-assessor jurídico da SMDU;
  • Carlos Augusto de Jesus, ex-gerente de Fiscalização Ambiental da Floram;
  • Felipe Pereira, ex-chefe do Departamento de Fiscalização Ambiental da Floram.

O prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, exonerou Djarma Assunção e Fernando Berthier de seus cargos. Nelson Mattos e Beatriz Kowalski, pediram afastamento dos cargos. O prefeito afirmou que, sobre eles, não pesa nenhum indício de irregularidade, mas que o objetivo é não haver interferências numa nova auditoria interna na administração.

Continua após a publicidade

Leia mais

Os “três poderes” da propina em Florianópolis: “quem aprovava, assinava e demolia”

Construtores fizeram “vaquinha” para pagar propina a ex-servidor da prefeitura de Florianópolis

Continua após a publicidade

“A situação é muito grave e sistêmica”, diz MP-SC sobre propinas nas construções em Florianópolis