Debate do binário reforça cobrança do contorno em Joinville; tema se arrasta há duas décadas

Obras pararam em 2011 e ainda não há estimativa de retomada

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Trem na zona Sul de Joinville: pedido é para que horários de pico sejam evitados (foto: Arquivo AN)

O impacto da passagem de trens de carga na área urbana de Joinville foi um dos principais temas no debate sobre a proposta do novo binário na zona Sul. Houve manifestações de temor em relação às filas na rua Monsenhor Gercino, que formaria o binário com a Florianópolis. A comissão especial se posicionou contrária à intervenção no trânsito se não forem providenciadas melhorias antes da implantação. A prefeitura vai analisar os pedidos antes de tomar decisão sobre a eventual mudança viária.

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No relatório do vereador Alisson Julio (Novo), aprovado por unanimidade na comissão, foram citadas as manifestações da comunidade sobre a passagem dos trens em horários de pico, com impactos no trânsito. Na pesquisa de opinião sobre o binário, realizada pela prefeitura, a preocupação com os trilhos foi uma das questões mais abordadas pelos participantes. Os vereadores procuraram a concessionária em Curitiba para reavaliação sobre os horários. Uma nova reunião será realizada em Joinville.

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No relatório aprovado pela comissão, o pedido dos vereadores, em relação à ferrovia, é de melhorias na sinalização nas passagens de nível (cruzamento das ruas com a linha do trem). O ponto de maior preocupação é na Monsenhor Gercino. Em relação ao contorno ferroviário, o novo traçado da ferrovia para retirar a passagem dos trens de carga do perímetro urbano, não há definição de retomada das obras.

Joinville discute o contorno há duas décadas, ao menos. Em 2003, a prefeitura contratou o estudo ambiental, concluído em 2004. As obras foram iniciadas pelo DNIT no final da década, mas paralisadas em 2011 para revisão do projeto. Ainda há pendências a serem atendidas. A obra até voltará a ter previsão no Orçamento da União de 2024, mas não há como estimar quando será licitada. O custo ficará em torno de R$ 500 milhões.

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