Multinacional faz acordo com Petrobras para ativar terminal de gás em SC

Petrobras faz acordo com a NFE para oferta de gás natural em SC no início de 2024

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Imagem do projeto do TGS na Baía da Babitonga, em São Francisco do Sul (Foto: Divulgação)

A multinacional americana New Fortress Energy (NFE) comunicou nesta segunda-feira (06) que assinou acordo com a Petrobras para fornecer gás natural liquefeito (GNL) ao Terminal de Gás Sul (TGS) que está pronto, na Baía da Babitonga, em São Francisco do Sul. A empresa informou que iniciará as operações comerciais em janeiro do próximo ano, antes do início previsto para as atividades.

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– Estamos extremamente satisfeitos por chegar a este acordo com a Petrobras e iniciar as operações no terminal TGS em Santa Catarina, antes do previsto, em janeiro de 2024. O terminal TGS é uma oportunidade única e de alto crescimento para a NFE, como conexão ao sistema de dutos no Sul do Brasil, ele oferece um conjunto diversificado e de curto prazo de oportunidades no fornecimento de energia e gás – afirmou Andrew Dete, diretor geral da New Fortress Energy em comunicado.

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Com esse terminal, a oferta de gás natural para SC vai mais do que dobrar frente aos cerca de 2,5 milhões de metros cúblicos que estão sendo utilizados. Para o presidente da SCGás, Otmar Müller, esse início de atividades do TGS é positivo para Santa Catarina e para a Região Sul. Segundo ele, o terminal vai suprir a oferta, que vem caindo por parte da Bolícia, por meio do Gasbol.

– Isso representa uma nova fonte de suprimento de gás natural além do gasoduto Gasbol. Num primeiro momento, é uma oportunidade para atendimento também do interior do Estado, com gás liquefeito, antes da instalação de gasodutos, cujo investimento é muito caro e, normalmente, muito demorado – destaca Müller.  

Ele destaca que a Bolívia tem reduzido a oferta de gás natural ao Brasil via Gasbol. Estava em 34 milhões de metros cúbicos por dia, agora recuou para 12 milhões de metros e, no ano que vem, pode ser ainda menor a oferta, de apenas 7 milhões de metros cúbicos por dia.

Além de suprir o consumo empresarial, residencial e automotivo, o terminal poderá atender também usinas térmicas do Sul e Sudeste caso caia a oferta de energia de hidrelétricas, observa o presidente da SCGás.

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