Por que Joinville vai usar método criado na Austrália para modificar mosquitos da dengue

O “Wolbachia” infecta os mosquitos propositalmente com uma bactéria

Compartilhe:
Como será o método da Austrália que Joinville vai usar para modificar mosquito da dengue

Primeiras etapas do projeto são executados já em dezembro de 2023 (Foto: Agência Brasil)

Joinville vai usar um controle biológico desenvolvido na Austrália para tentar reduzir os casos de dengue na cidade. O método “Wolbachia” infecta os mosquitos propositalmente com uma bactéria que afeta o sistema reprodutor. A proposta será desenvolvida em parceria com o Ministério da Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e World Mosquito Program (WMP). 

Continua após a publicidade

Receba notícias de Joinville e região no WhatsApp

De acordo com a prefeitura de Joinville, o método tem histórico de resultados positivos no Brasil e em outros 13 países. Na Austrália, por exemplo, reduziu a contaminação em 96%. Na Indonésia, em quatro anos, os casos caíram em 77%. Já em Niterói (RJ), em dois anos, o número de casos caiu em 69%.

Continua após a publicidade

Joinville “namora” com o método Wolbachia há anos. Em 2019, a prefeitura já havia reforçado um pedido à Fiocruz para liberação do método em Joinville, em caráter experimental. Agora aprovada, a experiência começa na cidade a partir do fim de 2023. 

O prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), tem expectativas da cidade obter resultados positivos com o método já em 2025.  

— Apenas seis cidades do Brasil foram contempladas com essa tecnologia e Joinville é uma delas. Os países que implementaram mostraram uma queda muito grande da dengue em dois anos, é o que a gente espera em Joinville — pontua.

Fases de implantação do método Wolbachia em Joinville

  • Mapeamento e biofábrica (dezembro de 2023 a maio de 2024)
  • Comunicação e engajamento (abril a junho de 2024)
  • Liberação dos “Wolbitos” (início em julho de 2024)
  • Monitoramento no campo
  • Diagnóstico em laboratório 
  • Análise de dados e epidemiologia 

Neste ano, com 39 mortes, Joinville tem o maior número de óbitos pela doença em Santa Catarina e, em julho, liderou o ranking nacional. A cidade ainda registrou 44 mil casos.

Continua após a publicidade

Leia também

Prefeitura e empresários avaliam posição de Joinville como segunda cidade mais rica de SC

Por que praia de SC precisou ser interditada por dois dias após baleia ser encontrada morta

Continua após a publicidade

“Árvore do Bem” arrecada 2,3 mil presentes em Joinville e emociona apresentador da NSC TV