Técnico Fabinho Santos publica carta em tom de despedida do Joinville

Profissional comandou o JEC na campanha até as quartas de final do estadual que garantiu a classificação para a Série D de 2025

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Técnico do Joinville (Foto: Joinville, Divulgação)

Fabinho Santos deve deixar o comando do Joinville após a eliminação no Campeonato Catarinense (Foto: JEC, Divulgação)

O técnico Fabinho Santos publicou, no último domingo (17), nas redes sociais uma carta em tom de despedida do Joinville. A expectativa é que o Tricolor confirme a mudança no comando da equipe profissional.

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Usando uma foto dos jogadores abraçados e com os torcedores ao fundo na Arena Joinville, o profissional iniciou parabenizando pela vaga na Série D do Campeonato Brasileiro de 2025.

—  O que importa é que esse grupo de jogadores e comissão, devolveram a dignidade esportiva a esse clube. Ninguém mais vai ouvir que só joga no verão — escreveu Fabinho Santos.

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Além disso, o profissional relembrou as vaias em campo e também as críticas ao seu trabalho nas redes sociais.

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— Desde a 2ª rodada fui vaiado. Nas redes sociais, era algo que não conseguia entender. Quase uma perseguição. Tudo isso ao treinador que levou o JEC a uma semifinal de campeonato nacional de base. Revelou vários jogadores que o clube teve retorno financeiro — escreveu.

A saída de Fabinho Santos é tratada como certa nos bastidores do Joinville, especialmente porque o contrato do profissional termina no final do Campeonato Catarinense.

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Confira a carta divulgada pelo técnico Fabinho Santos nas redes sociais

Carta aberta ao torcedor do Joinville

Boa noite! Venho aqui parabenizar todos vocês pela vaga na série D de 2025. Ano passado, quando fui convidado a retornar ao comando técnico, não aceitei nos primeiros contatos. Sabia que a responsabilidade seria muito grande. O clube não poderia ficar mais um ano sem calendário. Foram noites em claro até aceitar essa missão. Recebi mensagens de vários funcionários durante o processo. Algo que me deu confiança para abraçar o projeto Um time de futebol vive de jogos, e o Jec, nos últimos anos, viveu pouco. E você torcedor, manteve sempre essa chama acesa. Montar um elenco pra um calendário de 2 meses, é um desafio que só quem passa, tem a dimensão. A copinha era pra ser um laboratório para o estadual. E foi! Montamos um time no decorrer do campeonato. É só olhar a escalação que começa e a que termina. Para o estadual vieram novas peças. Algumas com respostas técnicas muito positivas, outras nem tanto. Normal, é do jogo. Desde a 2 rodada fui vaiado. Nas redes sociais, era algo que não conseguia entender. Quase uma perseguição. Tudo isso ao treinador que levou o Jec a uma semifinal de campeonato nacional na base. Revelou vários jogadores que o clube teve retorno financeiro. No profissional, o último técnico que tinha deixado o clube com calendário. Na história do Joinville, o que avançou mais fases na copa do Brasil. Nas 3 passagens como treinador, acertei e errei, sou humano! Mesmo sabendo que a paixão da arquibancada cega, imaginei que o mínimo de respeito eu teria. Nas últimas temporadas, vários profissionais de “expressão” passaram por aqui. E ninguém conseguiu o objetivo. Nunca exigi nada além do mínimo pra exercer essa função no Joinville. Talvez isso seja um grande defeito. A expressão “santo de casa não faz milagre” faz todo sentido. Poderia trazer aqui inúmeras situações vividas nesses últimos meses. Talvez a visão de quem analisa de fora, mudaria. Nesse momento pouco importa. O que importa é que esse grupo de jogadores e comissão, devolveram a dignidade esportiva a esse clube. Ninguém mais vai ouvir que só joga no verão.

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Agradeço a todos que foram fundamentais nesse processo. Principalmente os funcionários, e todo o staff que lutam diariamente lá no CT. E pra vc torcedor, que apoiou em todos os momentos, meu muito obrigado! Vc foi a principal peça envolvida, para que a missão fosse cumprida. Encerro esse ciclo de cabeça erguida, muito grato a Deus por ter conquistado o objetivo. Carregar o peso de uma paixão, da maior cidade do estado exige muito. O livro da história desse clube está aberto para novas páginas serem escritas. As páginas com o nome do Fabinho, e do Fabinho Santos, já foram escritas! E ninguém, nem o tempo, vai apagar!
Até aqui o Senhor Deus nos ajudou.
(1 Samuel 7:12)

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