Cidades de SC terão que suspender cultivo de moluscos por substância tóxica; veja regiões

O consumo, retirada e comercialização de moluscos bivalves estão proibidos nessas localidades

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Áreas da Grande Florianópolis terão novas interdições temporárias de cultivos de moluscos

Cultivo de moluscos bivalves, como ostras e mexilhões, passa por interdição temporária (Foto: Ricardo Wolffenbüttel, SECOM SC, Divulgação)

Diferentes regiões em quatro cidades da Grande Florianópolis e uma do Litoral Norte do Estado estão com interdições temporárias do cultivo de moluscos como ostras e mexilhões. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) confirmou a manutenção de alguns pontos de interdição e determinou outros novos pontos após monitoramentos e análises.

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As localidades em que o consumo, retirada e comercialização de moluscos bivalves, que compreendem ostras, mexilhões, vieiras e berbigões, estão proibidos são:

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Bombinhas:

  • Zimbros
  • Canto Grande

Governador Celso Ramos:

  • Fazenda da Armação

Florianópolis:

  • Praia do Forte
  • Sambaqui
  • Caieira da Barra do Sul
  • Taperinha

São José:

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  • Ponta de Baixo

Palhoça:

  • Barra do Aririu
  • Enseada do Brito
  • Maciambu
  • Ponta do Papagaio

Presença de toxinas

A decisão ocorre devido à detecção de níveis acima do limite previsto na legislação para a Ficotoxina Ácido Okadaico, conforme os laudos emitidos na quinta-feira (28). Em Zimbros e Canto Grande, em Bombinhas, e nas praias do Forte e Sambaqui, em Florianópolis, a interdição já estava valendo desde o dia 22 de março.

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O consumo dessa toxina por seres humanos pode causar sintomas como náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia. Caso apresente sintomas após o consumo dos moluscos, a orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima e notificar a Vigilância Epidemiológica ou Vigilância Sanitária municipal.

A inspeção desses produtos é feita pelo Serviço de Inspeção Oficial (SIM, SIE, SIF), e é importante que tanto consumidores quanto restaurantes comprem os moluscos que possuem essa fiscalização. Instituições públicas que realizam a fiscalização sanitária do comércio, inspeção de produtos de origem animal, pesquisa e extensão e diagnóstico foram informados sobre a situação atual.

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Novas coletas devem ser feitas pela Cidasc para monitorar as áreas de produção de moluscos bivalves, o que irá definir se os locais poderão ser liberados ou se a interdição continua.

O monitoramento em áreas de cultivo é realizado de forma permanente através de procedimentos como o Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos Bivalves, que faz a gestão e controle sanitário da cadeia produtiva. Santa Catarina é o maior produtor nacional de moluscos.

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