Conheça a história dos 7 sepultamentos de Anita Garibaldi

Heroína catarinense morreu em 4 de agosto de 1849, na Itália

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Conheça a história dos 7 sepultamentos de Anita Garibaldi

Anita Garibaldi foi sepultada sete vezes (Foto: Sergio D’Afflitto, Wikimedia)

A história da heroína catarinense Anita Garibaldi é repleta de acontecimentos curiosos. Um deles é o fato da revolucionária ter sido sepultada sete vezes. Apesar de ser natural de Laguna, no Sul do Estado, nenhum desses enterros aconteceu em Santa Catarina.

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Anita casou-se com Giuseppe Garibaldi com quem participou de conflitos importantes e teve quatro filhos. Ela faleceu aos 27 anos, grávida do quinto filho. Confira, a seguir, a história de seus sete sepultamentos contada pelo historiador Adilcio Cadorin, no livro “Anita, Guerreira das Repúblicas e da Liberdade”.

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A morte e o primeiro sepultamento

Ana Maria de Jesus Ribeiro, nome verdadeiro de Anita, morreu em 4 de agosto de 1849, na Itália, poucos dias antes de completar 28 anos. Ao lado do marido, a guerreira adoeceu enquanto fugia de perseguidores e faleceu em uma fazenda de Mandriole.

Giuseppe, assim como quem o acompanhava, não podia ficar no local por muito tempo por conta das tropas austríacas. O corpo de Anita foi arrastado por uma corda no pescoço e enterrado em uma cova rasa. Seu marido fugiu, mas prometeu que um dia voltaria para lhe dar um sepultamento digno.

Mulher “desconhecida”

Dias depois, a mão da guerreira ficou aparente fora da terra, o que chamou a atenção de uma menina que passava pelo local. O fato foi comunicado à polícia e surgiu a suspeita de que a mulher, desconhecida para eles, poderia ter sido estrangulada.

Após a autópsia, que confirmou a morte natural, o corpo foi entregue ao padre Burzatti. Os restos mortais foram enterrados no cemitério local, nos fundos da Igreja de Mandriole.

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Dez anos após, garibaldinos preocupados com possível violação da sepultura pelos adversários, sequestraram os restos mortais e enterraram Anita, pela terceira vez, em um local desconhecido para protegê-la.

O sequestro, porém, foi descoberto pelo padre. Ele ordenou que o corpo fosse recuperado e prometeu enterrá-lo na igreja ao lado do altar, o que foi feito. Esse foi o quarto sepultamento de Anita.

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Promessa cumprida

Em 22 de setembro de 1859, Giuseppe Garibaldi desenterrou a esposa ao voltar do exílio. Levou os restos mortais em cortejo fúnebre para serem sepultados em Nizza, junto à mãe, pela quinta vez. O cortejo passou por várias cidades, honrou a memória da heroína e inspirou a luta pela unidade italiana.

A cidade de Nizza, contudo, foi transferida ao poder da França e passou a se chamar Nice. Já em 1931, por solicitação do Governo Mussolini, a França consentiu no traslado dos restos mortais para Roma. Porém, o local definitivo ainda não estava pronto e Anita foi temporariamente sepultada, pela sexta vez, em Gênova, no Cemitério de Staglieno.

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Por fim, seu sétimo e definitivo sepultamento ocorreu em 2 de junho de 1932. Anita Garibaldi foi enterrada em um monumento na Passeggiata del Gianicolo, em Roma, e é lá que ela está até hoje.

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