FOTOS: Por dentro da história da Sapecada da Canção Nativa, em Lages

O maior festival de música nativista do Brasil festeja em 2024 seus 30 anos

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Este nome foi dado ao festival para reforçar a lembrança deste hábito típico da região (Foto: Nilton Wolff, Reprodução)

A Sapecada da Canção Nativa, festival de músicas nativistas inéditas, teve sua primeira apresentação, no dia 6 de junho de 1993, em Lages. Em 2024, a Sapecada da Canção Nativa será realizada nos dias 24, 25 e 26 de maio.

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— A Sapecada foi o primeiro festival nativista de Santa Catarina. Desde sua criação ele está inserido na programação da Festa Nacional do Pinhão, sendo realizado no Parque Conta Dinheiro — conta Mário Arruda, coordenador do festival e um de seus idealizadores.

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— Temos no primeiro dia a Sapecada da Serra Catarinense, com músicas exclusivamente de compositores catarinenses. Depois temos a noite de seletiva das composições nacionais. E por fim, na terça-feira, 26 de maio, a grande final do festival — comenta.

Quando os olhos se voltam para o passado, confirma-se que o grande sucesso do festival era inevitável. Já em sua primeira edição foram mais de 500 composições inscritas.

— A vencedora em 1993 a composição Quero-Quero, Gralha Azul, de Jayme Caetano Braun, interpretada por Neto Fagundes — relembra Mário Arruda.

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Mário explica que além de servir como referência para o surgimento de outros festivais de música no Estado, comprovou-se que a Sapecada da Canção Nativa é fundamental para que as gerações futuras tenham uma identidade cultural, com raízes profundas na cultura e na história.

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— Ela estimula nossos jovens a tornarem sua a nossa cultura. Faz com que esses mesmos jovens despontem como grandes compositores. E assim, vamos formando a cada ano novos semeadores da história nativista — disse Mário.

O festival alcançou um reconhecimento muito grande, pois traz nas letras de suas canções a essência das coisas simples e puras do dia a dia serrano. É o retrato do cotidiano do povo que mora no sul do Brasil, sejam eles campeiros ou urbanos.

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— Por conta disso, a Sapecada da Canção Nativa é considerada uma vitrine e recebe músicos e compositores de diversas partes do Brasil e de outros países. Somos orgulhosos do nosso festival, pois ele cumpre um de seus principais objetivos: Preservar nossas raízes culturais, despertando o interesse dos compositores, poetas, pesquisadores, professores e estudantes, para o valor dos temas nativos populares — destaca Mário.

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Ao longo destes 30 anos, a Sapecada firmou-se como evento de destaque sendo apontada como o Melhor Festival de Música Nativista do Conesul em 1995. Em 1997, recebeu o “Troféu Vitória”, no Teatro São Pedro, em Porto Alegre, como destaque nos festivais de música nativa, só concedido até então aos festivais do Rio Grande do Sul.

E em 1998 recebeu também em Porto Alegre, o título de “Maior Festival Nativista do Sul do Brasil”, trazendo para Lages o Troféu Laçador, maior honraria dos festivais.

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Por que o festival se chama Sapecada

O nome Sapecada vem de um hábito típico da região serrana dos campos de Lages. É a forma mais primitiva do consumo do pinhão. Sapecar o pinhão significa assar o pinhão numa fogueira feita com grimpas (galhos) do pinheiro.

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Na sapecada, o pinhão é lançado ao fogo e retirado após a queima das grimpas que é quando estará pronto para ser saboreado. Este nome foi dado ao festival para reforçar a lembrança deste hábito típico da região entre aqueles que cultivam as tradições.

Sapecadas da Canção Nativa para você conhecer

Que tal conhecer algumas composições que são sucesso e saíram do palco da Sapecada da Canção Nativa? Preparamos uma playlist para vocês já irem entrando na energia deste grande festival.

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Quero-Quero, Gralha Azul

Letra de Jayme Caetano Braun, música de Talo Pereira e interpretação de Neto Fagundes. Campeã da 1ª Sapecada da Canção Nativa no ano de 1993.

Princesa da Serra

Com letra e música de Ramiro Amorim e James Michel, interpretada pelo Grupo Gaitaço, essa maravilhosa composição é imortalizada como um hino para Lages. E na 1ª Sapecada da Canção Nativa, no ano de 1993, venceu como “Música mais Popular”.

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Perdido num Baile de Fronteira

Com letra de Elton Saldanha, música do saudoso Luiz Carlos Borges, interpretada por Elton Saldanha e Ernesto Fagundes, este chamamé, foi o segundo lugar da 1ª Sapecada da Canção Nativa, em 1993, e até hoje embala muitos bailes.

Tropeiros

Com letra de Nilo Bairros de Brun e música e interpretação de Léo Almeida, essa “toada”, que é um hino da lida campeira, foi a grande campeã da 4ª Sapecada da Canção Nativa, no ano de 1996.

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Canta Catarina

Não tem quem não conheça “Canta Catarina”, a grande campeã da 3ª Sapecada da Canção Nativa, no ano de 1995. Música, letra e interpretação de Elton Saldanha.

Debulhando Pinha

Com letra de Zauri Tiaraju de Castro e música de Pedro Valdéras, esse lindo e eternizado “chamamé”, interpretado pelo Grupo Chimango, levou o segundo lugar na 6ª Sapecada da Canção Nativa, o ano era 1998.

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Herdeiro do Contestado

Esse hino dos catarinenses foi o grande campeão da 10ª Sapecada da Canção Nativa, no ano de 2002. A composição tem letra de João Sampaio e Elton Saldanha, musicada e interpretada por Elton Saldanha.

Menina Escuta o Teu Cantor

Com letra de Sérgio Carvalho Pereira, música de Julian Gomes e interpretação de Lisandro Amaral, essa poesia em forma de música foi a grande campeã 21ª Sapecada da Canção Nativa, no ano de 2013.

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Delicada

No ano de 2016, com letra de Sérgio Carvalho Pereira, música de Juliano Gomes, interpretada por Joca Martins e Ita Cunha, essa foi a grande campeã da 24ª Sapecada da Canção Nativa.

Campereando

A campeã do ano de 1999, na 7ª Sapecada da Canção Nativa, foi a milonga Campereando com letra e música de Mauro Moraes, interpretada por Luiz Marenco, um dos artistas mais premiados da história da Sapecada.

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