A abertura dos Jogos Olímpicos de Paris 2024 revelou uma surpresa: a capital francesa terá agora 10 novas estátuas, uma homenagem a mulheres que deixaram sua marca no país e no mundo. São nomes como o da escritora Simone de Beauvoir e da esportista Alice Milliat. Agora, as estátuas ficarão expostas permanentemente no Rio Sena.
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Quem são as mulheres homenageadas
Olympe de Gouges (1748 – 1793)
Foi uma dramaturga e ativista feminista e abolicionista durante a Revolução Francesa. Defendeu a democracia e os direitos das mulheres.
Acompanhe a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris 2024
Simone de Beauvoir (1908 – 1986)
Escritora, filósofa, ativista e intelectual, é considerada a mãe da segunda onda do movimento feminista. Seus livros conceituaram o gênero e esmiuçaram as desigualdades sociais e a misoginia enfrentadas pelas mulheres.
Paulette Nardal
Escritora, jornalista e intelectual, foi pioneira do feminismo negro e do movimento literário de negritude na França e no mundo. Foi também a primeira mulher negra a estudar na Universidade de Sorbonne.
Alice Milliat
Esportista, em 1922 organizou os primeiros Jogos Mundiais Femininos. Graças à sua argumentação, os futuros Jogos Olímpicos aumentaram consideravelmente o número de modalidades abertas às mulheres.
Christine de Pizan
Poetisa e filósofa italiana, ela viveu na França no século XV, e ficou conhecida por criticar a misoginia no meio literário da época e defender o papel das mulheres na sociedade.
Louise Michel
Enfermeira, poetisa e professora, foi uma anarquista durante o período da Comuna de Paris, sendo considerada uma das mais importantes.
Gisèle Halimi
Advogada, ativista e política, dedicou-se à defesa dos direitos das mulheres e foi voz ativa na luta contra os crimes de guerra e o colonialismo.
Alice Guy-Blaché
A primeira mulher a dirigir e roteirizar um filme de ficção no cinema, considerada uma visionária no uso do cronofone de Gaumont para a sincronização de som, colorização, elenco interracial e uso de efeitos especiais.
Simone Veil
Primeira mulher a presidir o Parlamento Europeu, é mais reconhecida por sua atuação como Ministra da Saúde, onde defendeu um projeto de lei que descriminalizou o aborto voluntário na França.
Jeanne Baret
Botânica do século XVIII, precisou se disfarçar de homem para poder integrar a expedição do escritor Louis Antoine de Bougainville pelo Oceano Pacífico, tornando-se a primeira mulher da história a dar a volta ao mundo.
Veja fotos das homenageadas
*Com informações de Marie Claire.
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