Ideb: Santa Catarina não fez a lição de casa

O 6º estado mais rico do Brasil está em 16º no ranking

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Ideb avalia Ensino Médio e Fundamental

Ideb avalia Ensino Médio e Fundamental (foto: Banco de Dados)

Os resultados de Santa Catarina na última análise do Ideb, divulgados nesta semana, estão abaixo do esperado e muito aquém do que o Estado merece. A média dos estudantes que deixam o Ensino Fundamental é de 5,2 – um ponto abaixo da meta. No Ensino Médio, Santa Catarina fez 4,2. O esperado era atingir, pelo menos, 5,6.

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A melhor pontuação é a de estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Ainda assim, com nota 6,4 – 0,1 abaixo do esperado.

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O desempenho não é muito diferente do restante do país, apesar da condição privilegiada de Santa Catarina em relação à maioria dos estados. Em 2023, o Estado era o 6º mais rico do país. Temos os melhores índices de empregabilidade e qualidade de vida. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é o terceiro melhor do país, e o Estado é considerado o menos desigual o Brasil, segundo o IBGE.

Esse conjunto de predicados aponta que o problema não está nas condições para o desenvolvimento da educação – mas, possivelmente, na forma como ela é gerida historicamente.

Um dos exemplos é a falta de professores efetivos na rede estadual. O Plano Nacional de Educação orienta que as redes públicas tenham pelo menos 90% dos profissionais do magistério em cargos efetivos – mas, em SC sete em cada 10 são temporários. É um déficit que será reduzido com o concurso público da Educação, mas ainda não será solucionado.

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Os melhores resultados do país em escolas públicas estão na região Nordeste, onde ficam as únicas escolas com nota 10 no Ideb – a maioria delas no Ceará, onde a gestão exitosa da Educação catapultou Camilo Santana para o posto de ministro.

O modelo cearense é relativamente simples: inclui escolas com autonomia financeira e administrativa – ou seja, com menos interferência política – concentração de alunos em escolas maiores, que têm mais recursos de aprendizagem, e um investimento pesado em formação e capacitação.

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Recursos aplicados da forma correta e professores qualificados são respostas óbvias à problemática da Educação. Não é preciso militarizar a escola – desviando recursos que poderiam servir à melhoria do sistema educacional – ou inventar a roda para trazer eficiência.